O acordo consolida o protagonismo do PL na próxima legislatura e dá ao governador Jorginho Mello papel central na organização de sua base parlamentar. O governador Jorginho Mello (PL) e a bancada liberal, que terá 16 deputados a partir de 2027, selaram um acordo para o comando da Assembleia Legislativa.
Camilo Martins assumirá a presidência em 2027 e permanecerá até meados de 2028, quando deverá renunciar para que Ana Campagnolo comande a Casa nos seis meses finais do primeiro biênio. O entendimento também contempla Fernando Krelling (MDB), que deve ficar com a primeira secretaria da Casa.
Politicamente, o acordo consolida o protagonismo do PL na próxima legislatura e dá a Jorginho papel central na organização de sua base parlamentar. A bancada reivindicava a presidência por ter eleito o maior número de deputados.
A divisão do comando entre Camilo e Ana também acomoda os dois nomes dentro do partido e estabelece uma composição para os primeiros dois anos, embora a proposta não tenha sido unânime entre os parlamentares da sigla. Krelling, que também disputava a presidência, foi chamado por Jorginho para conversar nesta quarta-feira (28).
O deputado afirmou que reconhece a legitimidade do PL para comandar a Casa e que decidiu recuar neste momento para preservar espaço na articulação política. “Eu dei um passo atrás para dar dois para frente lá na frente”, declarou.
O emedebista disse considerar grande a possibilidade de presidir a Assembleia no segundo biênio, entre 2029 e 2030. Também atribuiu parte das dificuldades para viabilizar seu nome à posição do MDB na eleição estadual.
Segundo Krelling, enquanto ele e o deputado Jerry Comper ficaram de um lado, o partido, indicou o vice na chapa encabeçada por João Rodrigues (PSD), prejudicando as articulações neste primeiro momento. “Isso prejudicou um pouquinho a construção nesse primeiro biênio.
Mas tem aí um uma conversa muito boa para o segundo biênio”, declarou. A acomodação de Krelling mantém aberta uma negociação futura e reconhece a relação política construída com Jorginho.
Mas a presidência de 2029 ainda não está garantida: dependerá de novas conversas, da composição das bancadas e dos acordos que serão firmados ao longo da legislatura.
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