247 – A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta quinta-feira (5), em meio a denúncias de fraudes envolvendo o Ueno Bank, provocou preocupação na área política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ministério das Relações Exteriores, no entanto, avalia que a crise deve ser resolvida pelas instituições paraguaias, sem interferência brasileira.
Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a diplomacia brasileira considera a saída de Peña um “problema interno” do país vizinho e não identifica, neste momento, razões para um posicionamento oficial. A orientação do Itamaraty é manter a cautela diante dos acontecimentos em Assunção.
A renúncia ocorreu em meio à crise provocada pelas denúncias de irregularidades envolvendo o Ueno Bank, uma das principais instituições bancárias digitais do Paraguai. O episódio abalou o cenário político paraguaio e passou a ser acompanhado pelo governo brasileiro devido às possíveis repercussões regionais.
Preocupação política no Planalto A avaliação da área política do governo Lula é diferente da posição adotada pela diplomacia.
No Palácio do Planalto, existe o receio de que a instabilidade no Paraguai contribua para ampliar as tensões políticas na América Latina. De acordo com aliados, o avanço de forças de direita na região já vinha impondo dificuldades à abertura e à manutenção de canais de diálogo entre governos latino-americanos.
Nesse contexto, a crise paraguaia é acompanhada com preocupação por integrantes do governo. O Itamaraty, por sua vez, considera que a situação não exige uma reação diplomática brasileira.
A avaliação predominante entre diplomatas é que os desdobramentos da renúncia devem permanecer no âmbito institucional do Paraguai.
Brasil 247