Iscas, filhote à jamburana e frutos do mar movimentam restaurantes de Icoaraci

Iscas, filhote à jamburana e frutos do mar movimentam restaurantes de Icoaraci - Foto
Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

A Orla de Icoaraci, no distrito de Belém, reúne opções gastronômicas para quem deseja aproveitar a culinária paraense sem precisar se deslocar até o centro da capital. Com cardápios que valorizam peixes regionais, frutos do mar e ingredientes típicos da Amazônia, os restaurantes do local recebem moradores, famílias e turistas interessados em conhecer os sabores da região.

A movimentação é maior entre sexta-feira e domingo, período em que os estabelecimentos registram aumento na procura por refeições e encontros em família. Entre as opções disponíveis estão pratos tradicionais, como peixe frito, caldeirada, moqueca, maniçoba e vatapá, além de preparações que combinam ingredientes regionais com outras referências gastronômicas.

Nos restaurantes visitados, o gasto médio por pessoa fica entre R$ 55 e R$ 70, embora também existam pratos com porções maiores, que podem ser compartilhados por grupos de até quatro pessoas. Orla de Icoaraci.

(Foto: Ivan Duarte | O Liberal) Proprietário de um restaurante na Orla de Icoaraci há oito anos, Sival Cunha destaca que peixe frito, tábua Marajó, caldeirada e moqueca mista estão entre os pratos mais procurados pelos clientes.

O estabelecimento também oferece comidas típicas, como tacacá, vatapá e maniçoba. Segundo ele, o preço médio varia de R$ 55 a R$ 65 por pessoa.

Sival Cunha - dono de um restaurante na orla de Icoaraci. (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

Os principais clientes são turistas e moradores de outras áreas de Belém, que costumam frequentar a orla especialmente aos domingos. O empresário afirma que recebe visitantes de diferentes estados, principalmente Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

“Todos os dias temos turistas. Todo domingo o pessoal de Belém vem para cá.

Os meses de maior faturamento são julho e dezembro”, relata. Entre os pratos que mais contribuem para o faturamento do restaurante estão isca de peixe, caldeirada, moqueca e camarão empanado.

Juntos, eles representam aproximadamente 50% da receita do estabelecimento. Isca de filhote do restaurante de Sival Cunha.

(Foto: Ivan Duarte | O Liberal) Gastronomia

A variedade de ingredientes e combinações também é uma característica dos restaurantes da orla. Aos 23 anos, Mateus Piteira, proprietário de outro estabelecimento no local, aposta em pratos que misturam peixes da região, carnes e diferentes tipos de frutos do mar.

Mateus Piteira, dono de um restaurante na orla de Icoaraci. (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

Uma das principais opções do cardápio é a chapa mista, preparada com peixe regional, picanha grelhada, camarão, mexilhões, polvo e lula. Chapa mista servida pelo restaurante de Mateus Piteira.

(Foto: Ivan Duarte | O Liberal) Outra aposta é o filhote à jamburana, que leva o peixe grelhado com redução de tucupi e jambu, camarões, arroz paraense preparado também com redução de tucupi e farofa de castanha-do-pará.

O restaurante oferece ainda arroz de marisco, pirarucu salgado, charque frito acompanhado de açaí, feijoada, maniçoba, vatapá e caruru. Filhote à jamburana, servido pelo restaurante de Mateus Piteira.

(Foto: Ivan Duarte | O Liberal) O preço médio por pessoa no estabelecimento é de aproximadamente R$ 70.

Há também pratos de R$ 160, com porções suficientes para servir até quatro pessoas. Segundo Mateus, a chapa mista e o filhote à jamburana são os carros-chefes da casa e, juntos, respondem por cerca de 85% do faturamento.

O público é diversificado, com casais, famílias e turistas. O restaurante funciona diariamente, das 11h às 23h, com atendimento durante o almoço e o jantar.

Às sextas-feiras, sábados e domingos, além das refeições, a programação inclui happy hour e drinks autorais preparados com ingredientes regionais, como cachaça de jambu, tucupi e frutas amazônicas. Entre as bebidas, a caipirinha de murici está entre as mais procuradas, principalmente pelos visitantes de outros estados.

O empresário observa que muitos turistas chegam interessados em experimentar os peixes paraenses e preparações que levam tucupi. “Temos um número de turistas muito grande de São Paulo, que vem atrás da gastronomia aqui do Pará, para conhecer principalmente os nossos peixes e o nosso tempero do tucupi”, afirma.

Movimento e desafios Embora os fins de semana concentrem a maior movimentação, os períodos de férias e as datas comemorativas também impulsionam os negócios.

Para Sival, julho e dezembro são os meses de maior faturamento. [[(com.atex.plugins.image-gallery.MainElement) Sival Cunha ]]

Mateus destaca ainda o Dia das Mães como uma das datas importantes para o restaurante, mas aponta dezembro como o período de maior arrecadação, impulsionado pelas confraternizações de fim de ano. Segundo ele, as reservas para esses encontros começam ainda em novembro.

Apesar do potencial gastronômico e turístico da região, os empresários apontam desafios para manter os estabelecimentos em funcionamento. Sival avalia que Icoaraci precisa receber mais investimentos para fortalecer o turismo e ampliar a movimentação econômica na orla.

[[(com.atex.plugins.image-gallery.MainElement) Mateus Piteira]] “Para empreender aqui é um lugar bom, só que a gente espera muito dos governantes para ajudar os empreendedores daqui de Icoaraci.

Ajudar no sentido de trazer o turismo forte para cá, porque vai muito para Belém e aqui fica pouquíssimo. Icoaraci fica um pouco esquecido”, afirma.

Já Mateus destaca o aumento dos custos como uma das principais dificuldades da atividade, especialmente na hora de equilibrar os preços cobrados dos clientes e a qualidade dos pratos oferecidos. Para ele, o desafio é manter os ingredientes e o padrão das refeições sem repassar integralmente os reajustes ao consumidor.

“É tentar precificar, não passar tanto para o cliente, deixar o preço sempre bem acessível, tanto para a gente ter um lucro quanto para o cliente ficar satisfeito com o preço e a qualidade. Acho que o maior desafio é não perder a qualidade dos pratos com os aumentos que temos hoje”, conclui.

   

 

Publicação Original O Liberal oliberal.com
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