Durigan diz que “medo” do mercado não se justifica e afirma que Lula fará ajuste fiscal “gradual e justo”

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O governo federal adotará um caminho de responsabilidade e equilíbrio fiscal sem abrir mão dos compromissos sociais assumidos com a população brasileira, assegurou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ao comentar a reação desfavorável do setor financeiro registrada nas recentes expectativas do Boletim Focus do Banco Central, a pasta econômica rechaçou o clima de apreensão em relação aos rumos da política econômica.

Diante do estresse do mercado com projeções mais altas para juros, inflação e câmbio após a consolidação do resultado das urnas, Durigan ponderou que o momento exige serenidade para a avaliação completa do panorama nacional pelo Poder Executivo. “Veja, tem tido bastante debate agora, logo depois da eleição do presidente, eu prefiro tomar um tempo, para que a gente faça a digestão e dê oportunidade para o presidente avaliar o cenário como um todo.

Então hoje, por exemplo, uma matéria ruim, dizendo que o Banco Central está pressionado com novas indicações, nós não tivemos nem espaço de conversar com o presidente sobre novas indicações para o Banco Central. Isso vai ser feito com rigor técnico, como sempre foi feito, com diferentes perfis, mas sempre técnicos e os melhores para aquelas posições”, esclareceu.

O representante da Fazenda também respondeu aos rumores sobre a agenda de interlocução da Presidência da República com economistas como André Lara Resende. O ministro enfatizou que o diálogo do chefe do Executivo é amplo e soberano, e que os encontros de trabalho já realizados no Palácio do Planalto mantêm o foco estrito na justiça distributiva e no ajuste progressivo das contas.

“O debate também de com quem o presidente se encontra, eu fui um dos primeiros a defender aqui, fui criticado por uma parte de quem hoje defende que o presidente se encontre com esse ou com aquele economista, acho que o presidente tem o direito de se encontrar com quem ele quiser.

O que eu tenho dito é que, até agora, não tem nenhuma agenda colocada. Há uma precipitação muito grande sobre com quem o presidente vai falar ou não, porque não há agenda colocada, então eu estou esclarecendo um tema fático.

O presidente não tem agenda com outros economistas. Ele tem tido agenda comigo.

E nas agendas comigo, nós não estamos tratando de nada que justifique ao mercado ter uma posição de medo, nós estamos tratando de um ajuste gradual que respeite os compromissos de campanha que seja justo em relação aos mais pobres, em relação à progressividade que é necessária ser buscada no nosso sistema”, reforçou o ministro.

A estratégia da equipe econômica consiste em traduzir os anseios do eleitorado em medidas concretas de governabilidade ao longo das próximas semanas, combinando estabilidade macroeconômica com ações diretas de combate às desigualdades. “Então, veja, com toda tranquilidade, melhorando as contas públicas, melhorando a vida das pessoas, o presidente vai ter tempo para responder todas essas angústias que estão aparecendo.

Nós temos agora uma semana das eleições e o presidente vai se debruçar ainda mais sobre os temas que eu tenho levado a ele e nós vamos dar as respostas necessárias”, afirmou Durigan. Ao abordar as cobranças por sinalizações imediatas na área fiscal para conter a volatilidade de curto prazo, o ministro ressaltou que a consolidação de um modelo de desenvolvimento inclusivo diferencia a atual gestão de experimentos anteriores.

“Veja, de novo, o projeto que o presidente apresentou e saiu vitorioso das urnas é um projeto generoso com o país, que se compromete com as diferentes classes e diferentes categorias do país e, ao mesmo tempo, com melhora fiscal. Esse é um grande desafio que nós vamos ter que achar o caminho para fazer.

Essas duas coisas, sem procurar uma narrativa fácil, como o candidato perdedor fazia ou sem apresentar projetos que não levaram a nada, como o governo anterior fez. Nós vamos achar os caminhos efetivos de equilíbrio para que a gente, como fizemos melhoremos o fiscal do país e, ao mesmo tempo, a gente vai garantir melhores condições de vida para as pessoas”, concluiu.

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