247 – O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã anunciou a remoção das restrições ao alcance de seus mísseis, conforme divulgado neste sábado (7) pelas agências internacionais Xinhua, TASS e Sputnik. Segundo o porta-voz da força paramilitar, general Hossein Mohebi, a divisão aeroespacial também estabeleceu instalações subterrâneas voltadas para a fabricação de mísseis e drones.
O anúncio ocorre em um cenário de forte escalada de tensões e novos ataques atribuídos aos Estados Unidos no território iraniano. Durante entrevista coletiva em Teerã, o general Mohebi afirmou que a força militar está continuamente incrementando o alcance de seus armamentos.
“Conseguimos transferir rapidamente a produção de mísseis e drones da superfície para instalações subterrâneas”, declarou o porta-voz, acrescentando que Teerã não pretende interromper esse processo de expansão. Ele também advertiu que todos os ativos materiais e imateriais de um país hostil encontram-se ao alcance do poderio militar iraniano.
A decisão de suspender os limites operacionais representa uma mudança em relação à política anterior, na qual a chancelaria iraniana mantinha voluntariamente o alcance dos mísseis balísticos defensivos abaixo de 2 mil quilômetros. De acordo com o porta-voz, o país demonstrará sua capacidade de resposta aos riscos de forma prática e utilizará estratégias de guerra assimétrica para atingir adversários em locais inesperados.
O líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, instruiu as forças armadas a responderem de maneira contundente a qualquer agressão sem barreiras geográficas. A medida militar coincide com o acirramento das hostilidades no Oriente Médio, iniciadas em 28 de fevereiro com ações militares conjuntas de Estados Unidos e Israel contra o território do Irã.
No início deste sábado (7), dois mísseis atingiram a ilha de Qeshm, no sul iraniano, no que foi descrito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como uma operação de natureza menor direcionada a sistemas de defesa antiaérea. O episódio marca o segundo ataque consecutivo desferido por Washington na região durante a semana, mantendo o impasse geopolítico sem solução definitiva.
Brasil 247