Inquérito sobre lavagem de dinheiro preocupa campanha de Flávio Bolsonaro

Inquérito sobre lavagem de dinheiro preocupa campanha de Flávio Bolsonaro - Foto
Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O avanço acelerado de uma nova investigação sigilosa no Supremo Tribunal Federal (STF) gera forte apreensão nos bastidores da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta reta final de disputa eleitoral. O procedimento, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e teve a relatoria atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, instaurou um clima de tensão entre os aliados do candidato diante da possibilidade de novos desdobramentos judiciais antes do segundo turno, informa Caio Junqueira, da CNN Brasil.

A apreensão do grupo político decorre da rapidez atípica com que a matéria tramitou na Corte em um curto espaço de tempo. Os dados que chegaram ao comitê do candidato indicam que o expediente deu entrada no STF em 8 de outubro, sendo autuado e distribuído formalmente ao gabinete de Moraes no dia 16. O entorno de Flávio sustenta que diligências investigativas já estariam em andamento no processo antes mesmo da abertura de vista à Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, por se tratar de um procedimento protegido por segredo de Justiça, a execução de atos e a real dinâmica das etapas processuais não podem ser confirmadas publicamente.

As preocupações na cúpula do PL dividem-se entre os impactos imediatos e os desdobramentos futuros no cenário político. Por um lado, aliados temem que eventual deliberação de impacto emitida por Moraes nas vésperas da votação venha a prejudicar o desempenho do postulante. Por outro lado, interlocutores do senador ponderam que ações ostensivas no período eleitoral tendem a gerar um efeito reverso e favorecer o candidato atingido. Diante desse quadro, existe também a leitura de que o ministro relator possa reter o andamento do caso para utilizá-lo como elemento de negociação política após o pleito, especialmente na hipótese de vitória de Flávio, visto que o PL terá a maior bancada do Senado e pode dar tração a pedidos de impeachment contra integrantes do STF.

Na origem do inquérito está a apuração de supostos repasses e ocultação de bens envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. A investigação mira a obtenção de uma licença de operação de apostas esportivas (bet) concedida pela gestão do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). O caso acabou remetido ao Supremo após a identificação de trocas de mensagens entre o parlamentar e o advogado. Diante do quadro, a equipe jurídica da campanha sinalizou que pretende requerer acesso aos autos ainda nesta terça-feira.

Interlocutores do candidato do PL afirmam que o contato por aplicativo de mensagens é desdobramento natural da amizade mantida há anos entre ambos, assegurando que o senador não possui qualquer ligação com atos ilícitos.

Em nota oficial divulgada à imprensa, Willer Tomaz rechaçou a existência de irregularidades, confirmou ter pedido acesso ao processo e garantiu que prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades. O advogado declarou que “não há qualquer irregularidade” em sua conduta, ressaltando que possui relação pessoal com o senador e que “ter amizade com Flávio Bolsonaro não constitui ilícito”.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Brasil 247