O devastador ataque dos Houthis contra o aeroporto internacional de Riad, na Arábia Saudita, foi considerado por muitos especialistas como o ponto mais alto da nova escalada da guerra civil no Iêmen, que já dura mais de 10 anos. Uma dúvida frequente é: como esses insurgente iemenitas conseguem financiar sua máquina de guerra? Embora a milícia armada fruto de um ramo do islamismo xiita seja há anos apoiada pelo regime do Irã, a resposta é que o grupo conseguiu montar uma potente rede econômica atrelada à sua liderança política e militar na região.Um estudo recente do think tank Mokha Center for Strategic Studies mostra que essa rede é baseada no controle do comércio, na monopolização de setores estratégicos, na captura de recursos financeiros e na transformação do setor privado em uma das fontes mais importantes de financiamento da guerra.
Isso aconteceu especialmente após o golpe de setembro de 2014, quando os Houthis tomaram a capital Sanaa com a ajuda do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, exigindo uma repartição do poder.
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