O "Ninho da Águia" ou Kehlsteinhaus, famoso retiro alpino de férias de Adolf Hitler na Baviera, pegou fogo por volta das 21h15 do horário local — 16h15 em Brasília — na sexta (23). Um alarme de incêndio disparou o alerta para bombeiros de Traunstein, que encontraram a estrutura por volta das 21h52 envolta em chamas, segundo a rede britânica BBC.
O terreno íngreme em altitude de 1.834 metros se provou difícil de contornar nos esforços de extinguir as chamas e, por isso, o incêndio avançou pela madrugada deste sábado (24), mesmo com cerca de 200 membros de equipes de emergência no local, segundo a polícia. Não foram encontradas vítimas dentro do retiro.
Polícia trabalha com hipótese de incêndio criminoso na Kehlsteinhaus, a antiga fortaleza de Hitler que funcionava como uma segunda central de comando nas montanhas da Baviera Berchtesgaden / AFP
Um suspeito foi preso "temporariamente" por possível envolvimento no incêndio, informou a polícia à agência AFP por meio de comunicado, que ainda descreveu que toda a estrutura da Kehlsteinhaus foi afetada por chamas de grandes proporções. Ainda não foi determinada a causa do incêndio, mas uma investigação criminal já está em andamento, garantiu a porta-voz da polícia, Lisa Maier, à AFP.
Policiais trabalhariam com a hipótese de um incêndio criminoso, provocado, segundo ainda o tabloide Bild. Apesar de considerada uma casa de férias, o Ninho da Águia era uma espécie de forte de Hitler.
Construída entre 1937 e 1938, nas proximidades de Berchtesgaden, a casa era parte da "zona proibida do Führer" — uma espécie de segunda central do poder nazista, com vizinhança de altos oficiais e quartéis da SS, a polícia do Estado. Kehlsteinhaus, o Ninho da Águia, antes do incêndio
Divulgação/Kehlsteinhaus Era dali que Hitler teria planejado a invasão da União Soviética em 1941, em reuniões com os principais oficiais da Alemanha Nazista.
A área também serviu de cenário para filmes da propaganda do partido, que retratavam o Führer como uma mante de animais e da natureza. O edifício havia sobrevivido à Segunda Guerra sem danos e funcionava, desde 1952, como restaurante e museu, com uma exposição que contava sua história, como "lembrete preventivo dos abismos inumanos da ditadura nazista", segundo seu site.
O Globo