O Ministério da Agricultura e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) montaram um Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo) para coordenar os trabalhos para o encerramento do foco da Doença de Newcastle registrado em Nova Itaberaba, no oeste catarinense.
As ações envolvem a vigilância em 1.680 propriedades rurais em um raio de 10 quilômetros da granja onde o caso foi identificado.
Segundo a Cidasc, são 166 propriedades no raio de três quilômetros foco nas quais haverá coleta de amostras para análise. Outros 1.514 imóveis no raio de quilômetros também serão vistoriados e monitorados. Os dados sobre tipo de criação e quantitativo de animais, que servem de orientação para o trabalho de campo, são dos registros georreferenciados da Cidasc.
Desde terça-feira (20/10), 15 equipes técnicas, compostas por pelo menos um médico veterinário, realizam a vigilância epidemiológica na região. Até agora, 46 propriedades com aves de subsistência já foram vistoriadas. Também houve coletas para análise laboratorial em 20 estabelecimentos de criação comercial de aves de corte, duas propriedades de recria de frango de corte, um aviário de matrizes para reprodução e um incubatório, além de quatro criações de perus e outros oito imóveis.
Na quarta-feira (22/10), três veterinários da Cidasc acompanharam a limpeza da granja onde o foco da doença foi detectado. O processo envolve diferentes etapas e a aplicação de produtos apropriados para a desinfecção para permitir a retomada do alojamento de animais no local futuramente, após o período de vazio sanitário. Os 6.526 perus que estavam no estabelecimento foram sacrificados e enterrados na quarta-feira (21/10).
O Coezoo envolve ainda integrantes do Ministério de Desenvolvimento Regional, do Ministério da Defesa, da Defesa Civil de Santa Catarina, da Polícia Civil do Estado, do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e do setor produtivo.
Globo Rural