Google pagará a quem economizar energia para alimentar data centers com as 'sobras'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

As empresas de tecnologia estão enfrentando dificuldades para encontrar eletricidade suficiente para abastecer todos os novos data centers de que precisam para a inteligência artificial. Recentemente, elas têm explorado alternativas como reativar antigas usinas nucleares e instalar conjuntos de motores a gás independentes da rede elétrica.

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No Canadá: Anthropic assina seu primeiro contrato de data center no Canadá, em projeto de mais de US$ 7 bilhões Agora, o Google está tentando uma abordagem diferente: pagar, ao menos indiretamente, para que residências e empresas reduzam o consumo de eletricidade em determinados horários, ajudando a liberar energia para os data centers.

Nesta quinta-feira, o Google anunciou um acordo com uma empresa chamada Voltus para criar o que é conhecido como uma “usina virtual” na grande rede elétrica da região do Atlântico Médio dos Estados Unidos, conhecida como PJM. A Voltus fornecerá ao Google até 1.070 megawatts de capacidade elétrica quando necessário — aproximadamente o equivalente à produção de um grande reator nuclear.

Após desmatamento ilegal do Google: Finlândia questiona custos ambientais da expansão da inteligência artificial Essa eletricidade não virá de novas usinas.

Em vez disso, a Voltus firmará acordos com residências e empresas e oferecerá incentivos financeiros para que reduzam o consumo quando a demanda local por energia estiver elevada ou a rede elétrica estiver sob pressão. Muitas dessas reduções poderão ocorrer automaticamente, por exemplo, por meio de termostatos inteligentes que diminuem o uso do ar-condicionado nos horários de pico durante o verão ou de baterias capazes de fornecer energia temporariamente no próprio local.

Cada uma dessas medidas, isoladamente, libera apenas uma pequena quantidade de energia. Mas, ao reunir os efeitos de milhares de empresas e residências, a Voltus afirma que pode disponibilizar, de forma confiável, uma grande capacidade adicional justamente quando ela é mais necessária — e fazer isso em poucos anos.

Tecnologia com visões distintas: Flávio propõe ‘liberdade para inovar’; Lula defende soberania e regulação Embora as empresas de tecnologia provavelmente ainda precisem construir usinas elétricas convencionais para continuar expandindo seus grandes data centers, essa abordagem poderá ser uma alternativa mais rápida, barata e menos poluente no curto prazo.

— Realmente vemos as usinas virtuais como uma solução fundamental de curto prazo — afirmou Ellen Zuckerman, responsável pelo desenvolvimento dos mercados de energia para as Américas do Norte e do Sul no Google. — É uma maneira de investir nas comunidades em que atuamos, reforçar nosso compromisso com a energia limpa e, ao mesmo tempo, atender à demanda por capacidade elétrica com rapidez e em grande escala.

O Google não divulgou os termos financeiros do acordo com a Voltus, mas afirmou que esse é um dos maiores exemplos, até o momento, de uma gigante da tecnologia pagando por capacidade elétrica dessa maneira.

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