A IndiGo, maior companhia aérea da Índia, está em negociações com a Embraer para a compra de 100 aeronaves regionais, com possível opção de cerca de 50 adicionais, segundo informações da agência Reuters. O volume foi divulgado pela primeira vez e, se concretizado, poderá ser um dos maiores contratos da história da fabricante brasileira.
De acordo com a reportagem, as conversas são preliminares e não há garantia de conclusão. O modelo exato das aeronaves ainda não foi definido, e as quantidades podem mudar.
Duas fontes disseram que as entregas começariam em 2030, na hipótese mais otimista. A preços de tabela, o negócio poderia valer bilhões de dólares, antes dos descontos habituais do setor.
A Índia é o terceiro maior mercado de aviação doméstica do mundo. Hoje, a Star Air é a única operadora indiana que voa com jatos da Embraer.
No início do ano, a empresa brasileira assinou um acordo preliminar e sem caráter vinculante com a Adani Defence & Aerospace para estudar uma linha de montagem final do E175-E1, com até 88 passageiros, no país. A Embraer também comercializa o E190-E2, com até 114 passageiros, e o E195-E2, com até 146.
Em março, o presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse à Reuters que uma linha de montagem na Índia exigiria pedidos mínimos de 200 aeronaves, com entregas a partir de 2028, caso os contratos fossem assinados até o fim de 2026. Do lado da IndiGo, o presidente-executivo Willie Walsh, que assumiu em agosto, pretende ampliar os voos de longa distância sem prejudicar o negócio de baixo custo em rotas curtas.
Os jatos da Embraer substituiriam gradualmente os turboélices ATR da companhia e acrescentariam assentos em rotas existentes. A frota tinha 442 aeronaves em setembro e deve chegar a cerca de 600 em 2030.
É composta majoritariamente por jatos Airbus de corredor único e inclui 44 turboélices ATR.
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