Bilhete Edmonson Divulgação/ Metrô SP A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou o fim do uso dos bilhetes magnéticos Edmonson para embarque nas catracas de todas as linhas do sistema ferroviário. Aqueles que ainda possuem os bilhetes devem utilizá-los até o dia 31 de dezembro, prazo de validade definido pela estatal.Os bilhetes ainda podem ser utilizados em qualquer uma das estações das Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.A partir de 2027, não será mais possível usar os bilhetes magnéticos como meio de acesso às estações.
Aqueles que perderam o prazo de utilização do Edmonson não poderão trocar o bilhete por um QR code, diferentemente do que foi imposto pelo Metrô.Metrô também descartou o uso dos bilhetesOs bilhetes Edmonson deixaram de ser usados definitivamente nas estações do Metrô de São Paulo no dia 31 de outubro deste ano.De acordo com o Metrô, a medida integra a modernização do sistema, e a decisão marca a consolidação de um processo iniciado em 2021, quando a produção dos bilhetes de papel-cartão foi interrompida.
Desde então, o QR Code passou a se firmar como a principal opção para viagens avulsas.O novo sistema traz benefícios práticos, como a facilitação da compra e da validação da passagem, além de reduzir falhas de leitura comuns nos bilhetes impressos e eliminar custos de produção, transporte e armazenamento físico.
Além disso, amplia as formas de pagamento, que podem ser feitas através de dinheiro, cartão de débito, crédito ou Pix; nesse formato, também é permitida a compra antecipada pelo celular, via aplicativo ou WhatsApp, com validação diretamente na tela do aparelho.Os passageiros que ainda não utilizaram os bilhetes magnéticos do Metrô, ainda podem trocar a passagem por QR code até fevereiro de 2027, diferentemente do sistema oferecido pela CPTM.Bilhete históricoMais do que um meio de acesso, o bilhete magnético se tornou parte da memória coletiva da cidade.
O formato seguia o padrão Edmonson, criado no século XIX pelo inglês Thomas Edmondson, e foi adotado pelo Metrô paulistano no ano de 1974; pouco tempo depois, a CPTM também aderiu à passagem.Com o passar dos anos, ganhou tecnologia magnética e se transformou em um pequeno cartão de 6,5 por 3 centímetros, presente na rotina diária de milhões de passageiros e também valorizado por colecionadores.Ao longo de sua trajetória, foram produzidos mais de 13,7 bilhões de bilhetes, em cerca de 30 edições diferentes.
A fabricação passou por diferentes etapas: inicialmente importados da França, os bilhetes e equipamentos de leitura foram depois nacionalizados pela Casa da Moeda e, posteriormente, fabricados por fornecedores na Argentina.
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