A Ford Transit City fará sua primeira exibição pública na Fenatran 2026, em São Paulo, e começará a ser vendida no Brasil em 9 de novembro, data de abertura da feira. Totalmente elétrica, a van chega em três configurações voltadas principalmente ao transporte de cargas e aos serviços urbanos.
A linha combina motor de 150 cv, bateria de 56 kWh e capacidade para transportar até 1.600 kg. Ademais, com o lançamento, a Ford Pro estreia no segmento de comerciais com capacidade de aproximadamente uma tonelada.
A marca revelará o preço apenas durante o evento. A gama brasileira terá dois furgões e uma configuração chassi-cabine, com diferentes dimensões e capacidades de carga.
A versão L1H1 será a mais compacta. Ela mede 4,98 metros de comprimento e 1,99 metro de altura, oferece 6,4 m³ de espaço e suporta até 1.085 kg.
O porte menor também facilita a circulação em vias estreitas e a entrada em algumas garagens. Já a L2H2 cresce para 5,28 metros de comprimento e alcança 2,28 metros de altura.
O compartimento comporta 8,5 m³, espaço suficiente para até três paletes, e suporta 1.275 kg. A chassi-cabine L2H1 mede 5,20 metros e leva até 1.600 kg.
Dependendo do implemento, o volume pode chegar a 14 m³. A Ford afirma que desenvolveu, em parceria com empresas modificadoras, mais de 30 possibilidades de transformação para essa configuração, incluindo baú refrigerado, ambulância, oficina móvel, transporte escolar, unidade veterinária e veículos de segurança.
As três versões usam motor elétrico de 150 cv e 260 Nm de torque, alimentado por uma bateria de lítio-ferro-fosfato (LFP) de 56 kWh. A autonomia varia conforme o método de medição.
No ciclo urbano europeu WLTP, a fabricante informa alcance de até 381 km. Já no WLTP combinado, são 254 km.
No Brasil, o Inmetro homologou 186 km. Como cada teste adota critérios próprios, os números não permitem comparação direta.
Na recarga rápida em corrente contínua, a bateria recupera de 20% a 80% em aproximadamente 33 minutos. Em corrente alternada, o carregamento leva cerca de cinco horas.
Além disso, o motorista poderá escolher entre três modos de condução: normal, econômico e escorregadio. Outro recurso é o One Pedal Drive, que reduz a velocidade quando o condutor alivia o acelerador e aproveita esse movimento para regenerar energia.
A fabricante também aposta no custo de operação como argumento para a eletrificação. Segundo a empresa, os gastos com manutenção podem ficar 40% abaixo dos de uma van equivalente a diesel.
Parte dessa diferença está ligada à mecânica mais simples. A Ford afirma que o conjunto possui 86% menos componentes sujeitos a desgaste do que um veículo equivalente a combustão.
“A arquitetura da Transit City foi projetada para proporcionar maior disponibilidade do veículo e reduzir o custo total de operação. Isso é possível graças à economia significativa proporcionada pelo uso de energia elétrica em comparação ao diesel e aos custos dos serviços de manutenção, 40% menores que os de uma van a diesel”, afirmou Daniel Santos, gerente de Desenvolvimento do Produto da Ford América do Sul, em comunicado da montadora.
A Ford recomenda revisões a cada dois anos ou 40 mil km. Ademais, oferece garantia de três anos sem limite de quilometragem para o veículo e de oito anos ou 160 mil km para a bateria.
A Transit City acumulou mais de 1 milhão de quilômetros em avaliações globais de durabilidade antes de chegar ao mercado. A engenharia brasileira também participou da validação do modelo para as condições da América Latina.
Segundo a Ford, o programa somou 20 mil km em pisos irregulares e tráfego pesado, além de 20 mil horas de engenharia, 2.400 horas de calibração do motor elétrico e mil horas de testes acústicos. Na cabine, a Transit City terá painel digital de 7 polegadas e central multimídia de 12,3 polegadas, com Apple CarPlay e Android Auto sem fio.
A Ford equipa a van com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta e assistência de permanência em faixa, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, monitor de fadiga e reconhecimento de placas de trânsito. A lista ainda inclui câmera de ré, monitoramento da pressão dos pneus, partida sem chave e banco do motorista com aquecimento.
Para operações em São Paulo, a motorização elétrica traz outra vantagem: a legislação municipal isenta o modelo do rodízio, o que permite a circulação nos dias úteis sem a restrição determinada pelo final da placa. A Ford apresentará o valor durante a Fenatran, junto da estreia pública do veículo.
O anúncio ocorre em um momento de expansão das vans compactas no país. De acordo com números apresentados pela própria fabricante, o segmento registrou 5.040 emplacamentos até setembro de 2026, crescimento de aproximadamente 42% sobre o mesmo período do ano anterior.
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