Forças Armadas e indústria de Brasil e Espanha se reúnem para proteger redes críticas, com participação da Huge Networks

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Quando o aplicativo de um banco para de responder ou o portal de um serviço público sai do ar por excesso de tráfego malicioso, o problema raramente fica restrito a uma empresa. Ataques DDoS (ataque distribuído de negação de serviço) miram a camada que sustenta o restante da economia digital: a rede.

Foi esse o tema que a Huge Networks, empresa brasileira de infraestrutura digital e cibersegurança, levou a Salvador (BA), na semana de 26 de outubro, ao encontro de cooperação militar e industrial em defesa entre Brasil e Espanha, realizado no CEMCOHA (Centro Militar de Convenções e Hospedagem da Aeronáutica), unidade da Força Aérea Brasileira.

Além dos Ministérios da Defesa, o encontro reuniu as três Forças Armadas de cada país (Exército, Marinha e Força Aérea), quatro entidades por país que discutiram o cenário de segurança física e cibernética, propuseram soluções e debateram a cooperação militar e industrial para gerar atividades conjuntas entre as empresas.

Pressão dos dois lados do Atlântico Na Espanha, o INCIBE (Instituto Nacional de Ciberseguridad) gerenciou 122.223 incidentes de cibersegurança em 2025, aumento de 26% sobre 2024.

Desse total, 401 atingiram prestadores de serviços essenciais regulados pela diretiva europeia NIS2. Ao anunciar o plano que elevou o gasto espanhol em defesa a 2% do PIB, o presidente do governo, Pedro Sánchez, afirmou que o país é alvo de mais de mil ciberataques a infraestruturas críticas por ano.

No Brasil, 30% dos provedores de internet já sofreram ataque DDoS, segundo a pesquisa TIC Provedores 2024, do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação). Na rede da própria Huge Networks, o HugeReport #45 contabilizou 521.416 anomalias de janeiro a julho de 2026, com pico de 6,86 Tbps em julho, o maior já registrado pela empresa.

A camada de transporte concentrou 85,5% das anomalias do mês. Um fórum de governo a governo

O encontro de Salvador foi o VI GTBCID (Reunião do Grupo de Trabalho Bilateral sobre Cooperação Industrial na Área de Defesa), que reúne, de um lado, a Seprod (Secretaria de Produtos de Defesa), do Ministério da Defesa brasileiro, e, de outro, a DGAM (Dirección General de Armamento y Material), do Ministério da Defesa espanhol.

Além da reunião bilateral, o fórum promove uma Jornada Industrial, em que empresas de defesa e segurança dos dois países apresentam capacidades, produtos e serviços. Criado em 2012 por declaração dos presidentes dos dois países, o grupo chega à sua sexta edição; a anterior foi realizada em Madri, em maio de 2024, o que mostra uma cooperação duradoura entre Brasil e Espanha.

Na Feindef 2025, feira de defesa realizada em Madri, a Seprod registrou o interesse de empresas espanholas em parcerias sobretudo nas áreas espacial e cibernética. Nesta edição, a Huge Networks esteve lado a lado com grandes grupos da indústria de defesa e aeroespacial, como Airbus, Hispasat (grupo Indra), Grupo Oesía, General Dynamics e ITP Aero.

Proteção que fica no país A participação da Huge Networks veio do processo de credenciamento da empresa e de suas soluções como estratégicas de defesa junto ao Ministério da Defesa.

Na Jornada Industrial, a empresa apresentou a linha HugeGuard de proteção contra ataques DDoS, nas modalidades Cloud, Wall e Hybrid, com centros de mitigação no Brasil, e o Argus, plataforma de inteligência da Huge Networks que identifica credenciais e sessões corporativas roubadas por infostealers, programas maliciosos que capturam senhas e acessos, e as prioriza para que as equipes de segurança ajam antes da exploração.

A empresa opera rede própria (AS264409), com pontos de presença em Miami, Los Angeles, Nova York, Frankfurt e Londres. É certificada ISO/IEC 27001:2022 pela BSI, com escopo em desenvolvimento de software, gestão de incidentes e continuidade de operação do NOC/SOC.

"Levamos a linha HugeGuard e o nosso backbone. O que chama atenção do público de defesa é a capacidade de absorver ataques de terabits sem tirar o tráfego do país e com certificação ISO 27001 cobrindo o NOC e o SOC", afirma Erick Nascimento, CEO da Huge Networks.

Para o executivo, a escolha de onde a mitigação acontece tem peso estratégico. "Um ataque DDoS contra um provedor de internet, um banco ou um órgão público é um ataque à infraestrutura do país.

Mitigar isso dentro do Brasil, com rede própria e equipe no Brasil, é uma questão de soberania, não só de desempenho", diz. A participação em Salvador tem como objetivo buscar parcerias com empresas espanholas de defesa e cibersegurança.

A rota direta entre Brasil e Europa, por conectividade submarina pelo cabo EllaLink, no eixo Fortaleza, Portugal e Frankfurt, aproxima a rede da empresa dos interlocutores europeus. Sobre a Huge Networks

A Huge Networks é uma empresa brasileira de infraestrutura digital e cibersegurança. Opera a rede AS264409, com pontos de presença no Brasil e em Miami, Los Angeles, Nova York, Frankfurt e Londres, e oferece proteção contra ataques DDoS com a linha HugeGuard (Cloud, Wall e Hybrid), nuvem com o HugeCloud e trânsito IP.

A empresa é certificada ISO 27001 e foi reconhecida no ISG Provider Lens 2026.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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