FIQ 2026: BH vira capital dos quadrinhos com 400 artistas

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

Belo Horizonte – Entre os dias 4 a 8 de novembro BH vai se transformar novamente na “Capital dos Quadrinhos”, com a 13ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ BH). Realizado pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico, o evento gratuito reúne cerca de 400 artistas brasileiros e internacionais no Minascentro e se consolida como o maior da América Latina.

Com o tema “Caminhos da leitura: quadrinhos e cidadania”, o festival amplia as trocas entre profissionais, pesquisadores e público, reforçando o papel das HQs na formação de leitores e no debate sobre cidadania. A programação inclui mesas-redondas, feira de quadrinhos com 277 mesas, oficinas, exposições, sessões de autógrafos, debates, duelos de quadrinistas em tempo real, rodada de negócios, exibição de filmes e lançamentos — entre eles a versão em quadrinhos de Torto Arado.

Duas ações se destacam neste ano. O “24h de HQ”, promovido pela Inko, desafia participantes a criar histórias em quadrinhos com referências na cultura nacional, ao vivo, de sábado (7/11) às 14h até domingo no mesmo horário.

Já o Dia do Quadrinho Grátis, em parceria com a Editora Devir, distribui 3 mil exemplares no sábado, das 11h30 às 13h. A abertura oficial acontece na quarta-feira (4/11), a partir das 17h, com presença de curadores, profissionais do setor, parceiros e autoridades.

A programação completa será divulgada nos próximos dias no site do festival. O FIQ BH recebe oito convidados internacionais: Borja González (Espanha), Štěpánka Jislová (Tchéquia), Barbara Chuleta (Chile), Clara Chotil (França), Fabien Toulmé (França), Nacha Vollenweider (Argentina/Alemanha), Lorenzo de Felice (Itália) e Isabelle Debekker (Bélgica).

Participam ainda artistas de 25 estados brasileiros e do Distrito Federal. As homenagens deste ano vão para a pesquisadora Sonia Maria Bibe Luyten, pioneira nos estudos de quadrinhos e cultura pop japonesa no Brasil, e para o ilustrador e quadrinista mineiro Lelis, com trajetória consolidada no Brasil e no exterior.

Cada homenageado terá mesa de debate e exposição dedicada à sua obra. O ilustrador convidado, responsável pela imagem da identidade visual do festival, é o belo-horizontino Guus, cuja obra dialoga com hip-hop, grafite, afrofuturismo e cultura urbana.

A curadoria é assinada por Mariana Viana e Régis Luiz. Cerca de 3 mil alunos de escolas municipais e estaduais visitam o festival com vales-livros, que podem ser trocados por quadrinhos e materiais de leitura nas mesas dos artistas.

As visitas precisam de agendamento prévio. O Ministério da Educação (MEC) apresenta o MEC Livros, biblioteca digital gratuita, em quatro totens interativos com QR Code.

Será criada ainda uma página específica do FIQ BH na plataforma, com sugestões de obras e autores presentes no evento. O festival conta com equipe especializada e espaço de acolhimento para famílias, mães lactantes, pessoas com deficiência, neurodivergentes e quem precise de atendimento diferenciado.

São oferecidas 20 oficinas livres e gratuitas para todas as idades, com o objetivo de despertar o interesse pelo universo dos quadrinhos. A inscrição é presencial, duas horas antes da atividade.

Já as 12 masterclasses gratuitas, de caráter profissionalizante, exigem inscrição pela internet e são ministradas por convidados como Ana Luiza Koehler, Rapha Pinheiro e Denis Mello. 13ª edição do FIQ BH 2026 – Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte

Publicação Original Metropoles metropoles.com
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