247 – A identidade de oito das nove pessoas que morreram na queda de um jatinho particular na Flórida, nos Estados Unidos, começou a ser divulgada por familiares das vítimas. Entre os ocupantes da aeronave estavam um casal com dois filhos pequenos, uma babá, duas amigas próximas e a copilota Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros.
O acidente ocorreu durante uma viagem que tinha como destino as Bahamas. Segundo informações publicadas pelo g1 nesta segunda-feira (2), uma mensagem divulgada no Facebook por uma das vítimas antes da tragédia permitiu identificar integrantes da família Robinson e pessoas que os acompanhavam.
As autoridades americanas, entretanto, ainda trabalham na identificação oficial dos nove ocupantes e informaram que o procedimento poderá exigir exames de DNA. Quem eram os integrantes da família Robinson
Adam Robinson, de 44 anos, estava no avião acompanhado da mulher, Helen Sharp, e dos dois filhos do casal: Emma Robinson, de 4 anos, e Charlie Robinson, de apenas 2 anos. View this post on Instagram
A família viajava com outras três pessoas de seu círculo de convivência. Rachael Reed e Charmi Fehr foram identificadas como amigas próximas, enquanto Anita Maria Cetina trabalhava como babá.
Os sete integravam o grupo de passageiros do Learjet 60, aeronave particular que havia decolado de Austin, no Texas, em direção ao arquipélago das Bahamas. A divulgação dos nomes trouxe uma dimensão familiar à tragédia, especialmente pela presença das duas crianças, de 2 e 4 anos.
As informações disponíveis até o momento não detalham a trajetória pessoal ou profissional dos pais nem as circunstâncias que motivaram a viagem. Copilota filha de brasileiros tinha apenas 20 anos
Entre os mortos também estava Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, que atuava como copilota da aeronave. Filha de brasileiros, a jovem havia conquistado reconhecimento na imprensa americana por iniciar sua trajetória na aviação ainda durante a adolescência.
Nathalia obteve a licença de piloto particular aos 17 anos, em setembro de 2023, antes mesmo de conseguir sua habilitação para dirigir automóveis. Na época, cursava o último ano do ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida, e teve sua história apresentada pela emissora americana CBS12 News.
View this post on Instagram Em entrevista concedida naquele ano, a jovem demonstrou entusiasmo por ter desenvolvido habilidades de pilotagem antes de aprender a dirigir.
“Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, declarou Nathalia à emissora. O interesse pela aviação havia surgido anos antes.
Em 2020, ela começou a estudar os fundamentos teóricos da pilotagem, influenciada também pelo pai, que praticava a atividade por lazer desde 2018. Sua formação envolveu aulas teóricas, simuladores, treinamentos práticos e avaliações técnicas.
O programa foi financiado pelo distrito escolar de Palm Beach County, que mantinha uma academia de aviação destinada a estudantes do ensino médio. Quando conquistou sua primeira licença, Nathalia já acumulava 88 horas de voo.
A certificação permitia que pilotasse aeronaves particulares e transportasse passageiros, respeitadas as restrições aplicáveis à categoria. Jovem havia contado sua história à televisão americana
A experiência de Nathalia chamou a atenção da imprensa local justamente por sua idade. Enquanto muitos adolescentes ainda se preparavam para obter a primeira carteira de motorista, ela já tinha autorização para conduzir aviões particulares.
“Algumas pessoas acham estranho que eu consiga pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro. Acho engraçado e agora quero muito tirar minha carteira de motorista”, afirmou à CBS12 News.
Na ocasião, a jovem planejava conseguir a habilitação para dirigir em novembro de 2023. Sua trajetória também evidenciava o papel dos programas de formação aeronáutica oferecidos a estudantes nos Estados Unidos.
De acordo com as regras da Administração Federal de Aviação (FAA), a licença de piloto particular de avião pode ser obtida a partir dos 17 anos, mediante cumprimento dos requisitos de treinamento e aprovação em exames teóricos e práticos. A certificação comercial exige idade mínima de 18 anos e, em regra, pelo menos 250 horas de voo, enquanto a operação de aeronaves executivas demanda qualificações adicionais.
Identificação oficial dos mortos ainda depende de perícia Embora os nomes de oito ocupantes tenham sido divulgados, a identificação formal das vítimas permanece sob responsabilidade das autoridades americanas.
O material publicado pelo g1 não informa a identidade do nono ocupante da aeronave. Joseph Abruzzo, administrador do condado de Palm Beach, afirmou que as equipes trabalham na coleta de elementos que permitirão confirmar oficialmente quem estava a bordo.
“As equipes estão trabalhando na coleta e na análise. Será necessário fazer alguns exames de DNA.
É um processo demorado, então eu não tiraria nenhuma conclusão de imediato”, declarou durante entrevista coletiva. A investigação prossegue enquanto os responsáveis pela perícia realizam os procedimentos de identificação e examinam os destroços do Learjet 60, que caiu em uma área residencial ao norte de Miami, deixando nove mortos.
Brasil 247