Após 12 anos, o professor Luiz Brito encerra seu mandato à frente da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV Eaesp). Para substitui-lo, a escola de negócios abriu um processo de seleção para a escolha do próximo diretor, que será definido no começo de janeiro.
O processo de definição do sucessor está sendo liderado por um comitê formado pelos professores Maria Tereza Leme Fleury, Maria José Tonelli e Marco Antônio Teixeira, além de Candido Botelho Bracher (Itaú Unibanco) e Priscila Cruz (Todos pela Educação). Atualmente, há entre 12 e 14 candidatos já inscritos, entre nomes de acadêmicos brasileiros e estrangeiros, com atuação no Brasil e outros países.
Há um interesse pelo Brasil devido às dificuldades nas universidades americanas e do Reino Unido. As instituições de ensino britânicas enfrentam uma crise financeira, com demissões de professores, devido à saída do país da União Europeia e perda de fundos europeus para pesquisa.
Já nos EUA, há as dificuldades de entrada e permanência de estrangeiros e redução de repasses às universidades no atual governo Trump. A FGV Eaesp tem cerca de 3,7 mil alunos e 240 docentes.
A escola de negócios responde por 50% de toda a FGV. No ano passado, a FGV apurou receita de R$ 2,6 bilhões e superávit de R$ 90,8 milhões.
A escola tem ainda parcerias com 130 instituições de outros países. A FGV tem unidades no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Campinas.
Entre os requisitos para o cargo estão: título de doutor, produção acadêmica relevante, experiência em gestão acadêmica, institucional ou em projetos de relevância equivalente, fluência em inglês e atuação profissional reconhecida pela comunidade acadêmica nacional e internacional.
O prazo de inscrições termina no próximo dia 13 de novembro. Durante o mês de dezembro, serão feitas as seleções e uma lista com três nomes é encaminhada ao presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, que define o novo diretor da escola de negócios.
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