Ferrari Luce esgota produção de 2027 antes das primeiras entregas

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Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

Montadora italiana de carros esportivos de luxo afirma que demanda pelo primeiro elétrico supera expectativas A Ferrari confirmou que a produção da Luce, seu primeiro modelo elétrico, está integralmente alocada para 2027, segundo declarações do diretor-executivo Benedetto Vigna durante teleconferência sobre os resultados trimestrais, conforme publicado pelo Quattroruote.

A montadora de Maranello informou que as primeiras unidades serão entregues até o fim deste ano e que não há restrições no lado da produção nem da demanda. Vigna afirmou que a empresa mantém o objetivo de oferecer um mix de 40% de veículos a combustão, 40% híbridos e 20% elétricos.

“Somos uma sociedade única porque temos uma dimensão de luxo e uma dimensão de tecnologia”, disse o executivo, acrescentando que a inovação abrange propulsão, aerodinâmica, controle dinâmico do veículo, interface e materiais. O diretor-executivo também mencionou o projeto Hypersail, descrito por ele como um objeto voador que se desloca sobre um fluido misto de ar e água.

Sobre a Tesla Roadster, Vigna declarou que a empresa tem patentes anteriores sobre tecnologias semelhantes. Segundo Vigna, a Luce tem obtido mais aceitação em locais com infraestrutura de recarga mais desenvolvida.

O executivo citou um leilão em Pebble Beach que elevou o preço de um veículo a US$ 40 milhões (cerca de R$ 216 milhões, pela cotação de R$ 5,40) e alterou a percepção de potenciais clientes. “As críticas após a apresentação não são as que determinam quem compra o carro”, afirmou.

A Ferrari informou que o portfólio de pedidos se estende até 2028 e que ainda há dois lançamentos previstos para este ano. No terceiro trimestre, as entregas caíram de 3.401 para 3.368 unidades.

A receita cresceu 7%, para 1,896 bilhão de euros (R$ 11,8 bilhões), e o lucro operacional bruto avançou 12%, para 753 milhões de euros (R$ 4,7 bilhões), com margem de 39,7%. O lucro líquido subiu 13%, para 431 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões).

No acumulado do ano, apesar da queda nas entregas de 10.488 para 10.170 unidades, a receita somou 5,682 bilhões de euros (R$ 35,4 bilhões), alta de 6%. A empresa revisou para cima a projeção de receita para 2026, de 7,6 bilhões para 7,65 bilhões de euros (R$ 47,7 bilhões).

“O nosso portfólio de pedidos chega agora a 2028 e este ano ainda temos dois lançamentos programados”, afirmou Vigna. *Conteúdo produzido com auxílio de IA sob a supervisão de um profissional do CartaLab.

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