Felipe Nunes vê recuperação de Lula e destaca “alta imprevisibilidade” na eleição

Felipe Nunes vê recuperação de Lula e destaca “alta imprevisibilidade” na eleição - Foto
Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A queda expressiva da rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhada da melhora na aprovação do governo federal, é um dos principais movimentos identificados pelo cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, na reta final da disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL). Em análise publicada nesta quarta-feira (21), o pesquisador destacou que o cenário eleitoral permanece marcado pela imprevisibilidade, com crescimento da indecisão entre segmentos importantes do eleitorado.

Ao comentar os resultados da nova pesquisa Quaest nas redes sociais, Nunes chamou atenção para a recuperação dos indicadores de Lula. A rejeição ao presidente caiu seis pontos percentuais, passando de 53% para 47%, enquanto a de Flávio Bolsonaro recuou de 54% para 52%. Ao mesmo tempo, o potencial de voto do petista aumentou de 47% para 49%, ante uma elevação de 46% para 48% registrada pelo adversário.

A melhora dos indicadores ocorre em um cenário de empate técnico entre os candidatos. Na pesquisa estimulada, Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. No levantamento anterior, a diferença era de dois pontos percentuais, com 46% para o senador e 44% para o presidente.

Felipe Nunes destaca recuperação da aprovação de Lula

Na avaliação do CEO da Quaest, um dos fatores mais relevantes da reta final da campanha é a recuperação da popularidade do governo federal, que havia representado uma dificuldade para a candidatura à reeleição.

“A bala de prata do governo nesses últimos dias, foi o seu maior adversário ao longo dessa campanha: a aprovação! Com o amplo pacote de benesses anunciado, a aprovação de Lula chega no seu melhor patamar desde 14/ago: 46% aprovam e 47% desaprovam o governo”, escreveu Nunes.

A aprovação do governo Lula passou de 45% para 46%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 47%, conforme o levantamento anterior. A diferença entre os dois indicadores diminuiu de três para um ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa. <Cite ref=”turn788959search1″/>

A recuperação da avaliação do governo ganha relevância por ocorrer simultaneamente à redução da rejeição eleitoral do presidente. Embora os indicadores sejam distintos, ambos apontam para uma melhora numérica na percepção sobre Lula às vésperas da votação.

Indecisão entre independentes salta para 31% e amplia incerteza

Outro ponto central da análise de Felipe Nunes é o crescimento da indecisão entre os eleitores independentes, segmento que não possui identificação política ou ideológica consolidada.

Nesse grupo, o percentual de entrevistados que não indicam espontaneamente um candidato saltou de 13% para 31%. Para o pesquisador, o movimento revela insatisfação com as alternativas disponíveis e com o caráter negativo da campanha.

“E entre os independentes, eleitores pragmáticos, não ideológicos, não calcificados, aqueles que decidirão a eleição no próximo domingo, a indecisão saiu de 13% para 31%. Sinalização clara de descontentamento com as opções e com a campanha negativa que vem sendo apresentada”, afirmou.

O aumento da indecisão também foi registrado entre as mulheres. Segundo Nunes, Lula e Flávio Bolsonaro perderam intenções de voto espontâneas nesse segmento, enquanto a proporção de eleitoras que ainda não definiu sua escolha chegou a 17%.

Os resultados reforçam a existência de um contingente de eleitores sem preferência consolidada a poucos dias do segundo turno. Na modalidade espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula e Flávio aparecem com 40% cada, enquanto a indecisão chega a 14%. <Cite ref=”turn788959news8″/>

Dez por cento dos eleitores ainda admitem mudar de voto

A análise do CEO da Quaest também destaca que parte dos brasileiros que já escolheram um candidato não descarta rever sua decisão até domingo (25).

Segundo o levantamento, 10% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto. Entre os eleitores de Lula, esse percentual é de 9%, enquanto entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro chega a 7%.

“A alta imprevisibilidade dessa eleição aparece também no volume de eleitores que ainda pode mudar o voto. No total da amostra, são 10%. Entre eleitores do Lula são 9%, entre eleitores do Flávio são 7%”, escreveu Nunes.

O dado ajuda a explicar a avaliação de imprevisibilidade apresentada pelo pesquisador. Além dos eleitores que permanecem indecisos, existe uma parcela que já manifesta preferência por um candidato, mas admite a possibilidade de alterá-la.

A combinação desses fatores ocorre em uma disputa na qual a diferença entre os presidenciáveis caiu de dois para um ponto percentual na pesquisa estimulada, permanecendo dentro da margem de erro.

Potencial de voto cresce para os dois candidatos

Felipe Nunes também chamou atenção para a redução da resistência do eleitorado aos dois presidenciáveis.

“O potencial de voto dos dois candidatos oscilou pra cima. Lula ampliou de 47% para 49% e Flávio de 46% para 48%. Em compensação, a rejeição diminuiu. O não-voto em Lula saiu de 53% para 47%. Flávio saiu de 54% para 52% de rejeição”, afirmou.

A redução de seis pontos na rejeição a Lula foi numericamente superior à registrada por Flávio Bolsonaro, de dois pontos. Com isso, o presidente passou a apresentar rejeição inferior à do adversário no levantamento.

Os números não representam diretamente a intenção de voto, mas mostram mudanças na disposição dos entrevistados em relação às candidaturas. No caso de Lula, a melhora ocorre também nos indicadores de avaliação do governo, destacados por Nunes como um elemento importante da campanha.

A pesquisa Quaest foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 2.154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

1/ Pesquisa Quaest mostra que a eleição continua muito acirrada. Os dois candidatos continuam tecnicamente empatados. Nas nossas estimativas, com 95% de confiabilidade, a intenção de voto em Flávio está entre 43% e 47%. A de Lula, entre 42% e 46%. Indecisos podem chegar a 4%. https://t.co/Ho6lmwaUNs— Felipe Nunes (@profFelipeNunes) October 21, 2026

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Brasil 247