Campanha de Lula comemora números da Quaest: “a virada está acontecendo”

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O núcleo da campanha à reeleição do presidente Lula (PT) recebeu com otimismo a pesquisa desta quarta-feira (21) do instituto Quaest, considerando os dados divulgados a engrenagem decisiva para impulsionar a militância no trecho final da disputa presidencial, informa Igor Gadelha no Metrópoles.

Três indicadores específicos concentraram os festejos de auxiliares e aliados nos bastidores do comitê governista. A variação mais comemorada ocorreu no índice de rejeição ao chefe do Executivo, que recuou de 53% para 47% em apenas sete dias. No mesmo período, a desaprovação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou oscilação de dois pontos para baixo, ficando em 52% — patamar que o mantém com uma resistência eleitoral superior à de Lula.

As simulações espontâneas trouxeram outro dado encarado como estratégico pela equipe do Palácio do Planalto: o contingente de eleitores indecisos dobrou no intervalo de uma semana, saltando de 7% para 14%. A leitura interna é de que o cenário da eleição segue inteiramente em aberto, avaliação reforçada pelo comportamento do eleitorado feminino — no qual a taxa de dúvida subiu de 8% para 17% — e entre os eleitores independentes, grupo no qual o percentual de indecisão disparou de 13% para 31%. Segundo declarou um ministro, a campanha do governo tem alcançado o objetivo de fazer a sociedade reavaliar o voto.

A percepção de risco sobre os projetos no pleito também pesou a favor do presidente. A amostragem revelou que o receio de uma eventual volta da família Bolsonaro ao comando do país atinge 44% dos entrevistados, enquanto o medo da continuidade do atual governo soma 42%.

Analisando esse cenário, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, destacou a reação do eleitorado diante das garantias sociais conquistadas ao longo do tempo. “A pesquisa capta um movimento em que o eleitorado percebe o risco de perder as conquistas que o país levou anos para consolidar. É o receio de retrocesso, de perder todas as conquistas, não apenas o Bolsa Família, mas o MEI, o PIX, Farmácia Popular, aumento real do salário e da aposentadoria, o Pé de Meia, os investimentos no SUS. O segundo turno contrapõe dois caminhos para o país e vai ficando para o eleitor que Flávio Bolsonaro é um caminho de insegurança ou de uma mudança para pior, do país andar para trás. Por isso cai a rejeição do presidente Lula. Isso está mobilizando a sociedade e a gente sente esse movimento nas redes e nas ruas”, avaliou o dirigente.

O retrato geral do levantamento indica estabilidade na liderança numérica, configurando empate técnico na margem de erro. O candidato do PL aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula — ante os 46% a 44% registrados na semana anterior.

Faltando apenas quatro dias para a votação do próximo domingo (25), a avaliação dominante entre integrantes do primeiro escalão e assessores presidenciais é de que os números traduzem uma reação consistente das urnas: “a virada está acontecendo”.

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