Furtos de cabos deixaram moradores sem luz 6,8 mil vezes em 2026

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Enel BrasilDivulgação/Enel Brasil O furto de cabos de energia provocou cerca de 6,8 mil interrupções no fornecimento de luz na área atendida pela Enel Distribuição São Paulo, somente entre janeiro e setembro de 2026. O número representa um aumento de aproximadamente 7% em relação aos cerca de 6,4 mil casos do mesmo período de 2025.De acordo com a distribuidora, o crime não causa somente transtornos para famílias e comerciantes, mas também danifica a rede de distribuição elétrica e coloca vidas em risco.Capital concentra a maior parte dos casosA cidade de São Paulo responde pelo maior número de ocorrências do tipo. Foram aproximadamente 5,4 mil casos na capital entre os meses de janeiro a setembro, cerca de 15% a mais do que o número registrado no mesmo intervalo de 2025, quando houve cerca de 4,7 mil casos.Por mais que tenha sido registrado um crescimento geral, o mês de setembro se diferenciou dos demais. Na capital, foram registrados cerca de 590 casos, contra cerca de 600 em setembro de 2025, uma redução de cerca de 2%; em toda a área de concessão, a diminuição também foi percebida, com 730 ocorrências registradas neste ano, contra 760 no mesmo mês do ano passado, queda de aproximadamente 5%.Entre os bairros da capital, a Vila Medeiros, na Zona Norte, foi a que mais enfrentou interrupções ligadas ao furto de cabos no acumulado do ano, com 117 registros. Em seguida aparecem Vila Brasil (Zona Leste), com cerca de 114; Santo Amaro (Zona Sul), com 83; Vila Mariana (Zona Sul), com 77; e Parque Edu Chaves (Zona Norte), com cerca de 60.Completam a lista os bairros Vila Santa Maria (55), Jardim Consórcio (53), Socorro (51), Vila Maria Alta (47) e Vila Palmeiras (cerca de 40).Quando o critério é o número de pessoas afetadas, a ordem muda, com a Vila Mariana apresentando o maior impacto, cerca de 910 consumidores atingidos pela falta de energia durante os primeiros 9 meses do ano. Já a Vila Medeiros somou aproximadamente 400 usuários afetados, e a Vila Brasil, 367.Como a empresa lida com o crimeSegundo a Enel SP, a distribuidora mantém ações preventivas e investimentos em tecnologia para conter os furtos. Entre elas estão o monitoramento remoto de equipamentos, a instalação de sensores e alarmes em pontos estratégicos, o reforço da segurança patrimonial e a atuação concentrada nas áreas com maior incidência.Uma das medidas foi trocar tampas de ferro por modelos de concreto na rede subterrânea, que atende principalmente a região central da capital. Mais pesadas, as tampas exigem um pequeno guindaste para serem removidas, o que dificulta a ação dos criminosos.A empresa também diz atuar em parceria com órgãos públicos e forças de segurança contra os furtos e a receptação dos materiais, muitas vezes revendidos ilegalmente por causa do valor comercial do cobre. A distribuidora lembra que o furto de cabos é crime, sujeito às penalidades previstas em lei.A concessionária atende cerca de 8,5 milhões de clientes em 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, população que, a cada novo furto, pode ficar sem energia.

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