Estoque da Eztec está ‘em nível máximo’ e lançamentos vão depender do escoamento, diz presidente

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Fonte da notícia: Valor Valor

O estoque da Eztec somava, ao final do terceiro trimestre, R$ 3,5 bilhões, alta de 31% em um ano, do qual R$ 1,1 bilhão são de unidades já prontas e entregues. Em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (6), o diretor-presidente Silvio Ernesto Zarzur afirmou que esse nível já está no máximo que a empresa admite.

“Enquanto não diminuir o estoque, não vamos lançar”, disse, com exceção de um projeto já pronto para chegar ao mercado, o Town Residences by Lindenberg. A empresa vendeu R$ 142 milhões em estoque pronto no terceiro trimestre, crescimento de 40% sobre o segundo trimestre deste ano.

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Do total vendido, 10% foi recebido à vista, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores Emílio Fugazza, enquanto 40% foi para a carteira de alienação fiduciária da própria Eztec, ou seja, é um financiamento direto da companhia ao cliente. Zarzur destacou que a carteira de alienação fiduciária, que soma R$ 801 milhões, é uma ferramenta considerada importante pela companhia para ajudar com as vendas e que a estratégia será mantida.

A Eztec também deve seguir com uma política de descontos. “Se deixamos de vender um apartamento a R$ 15 mil por metro quadrado hoje, nós não vamos conseguir vender o mesmo apartamento por R$ 15 mil no ano que vem, nem pelo preço tem conversão”, afirmou.

O objetivo é acelerar a venda dos imóveis, ainda que com um preço mais baixo do que o inicialmente previsto pela companhia, “mesmo com a consequência de queda de margem”. El Niño e 6x1

A alta incidência de chuvas em São Paulo, devido ao El Niño, tem atrasado a execução de obras da companhia, afirmou Zarzur, o que impactou no receitamento do trimestre. “A previsão até março é continuar dessa forma”, lembrou o presidente.

A empresa também está se preparando para a primeira fase da redução de jornada de trabalho, que começa em dezembro. O vice-presidente Marcelo Ernesto Zarzur afirmou que o corte de duas horas no regime semanal, para 42 horas, vai aumentar o custo da Eztec e deve ser refletido no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), utilizado para atualizar os contratos de compra de imóveis durante as obras.

O índice acumula alta de 6,75% até outubro, ante 6,58% no mesmo período de 2025. Ainda de acordo com o vice-presidente, a incorporadora não prevê atrasos em obras decorrentes dessa mudança de jornada.

“Vamos fazer estratégias para que isso não aconteça”, disse, afirmando que manter os projetos nos prazos será um diferencial no setor. Venda do Esther Towers não ocorrerá em breve

A venda do empreendimento corporativo Esther Towers é um objetivo da Eztec, afirmou o presidente, mas não deve acontecer no curto prazo. A companhia anunciou em setembro a locação do projeto, composto por duas torres, para o Itaú Unibanco, por dez anos, prorrogáveis automaticamente por mais cinco anos.

O projeto ainda não foi entregue, mas será finalizado ainda em 2027, de acordo com Fugazza. “[O contrato] tem carências e descontos iniciais, mas ao longo do tempo vai frutificar em receita importante para a empresa e, no momento adequado, que não vejo como próximo, vamos dar liquidez”, afirmou Zarzur.

Eztec/Divulgação

Publicação Original Valor valor.globo.com
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