A Espanha deve se retirar da organização da Copa do Mundo de 2030, que prepara junto com Portugal e Marrocos, caso não sedie a sua final, estimou o candidato à presidência pela direita espanhola Alberto Núñez Feijóo, favorito para vencer as eleições de 29 de novembro. A final do campeonato deve ser "onde é o justo, onde é o oportuno, onde é indiscutível: na Espanha", afirmou o líder do Partido Popular (PP), Núñez Feijóo, na noite de quinta-feira no programa de televisão El Chiringuito.
Alberto Núñez Feijóo, candidato a Presidente da Espanha Thomas COEX / AFP
Questionado sobre se, caso seja eleito presidente do Governo, defenderia a retirada da candidatura da Espanha para organizar a Copa do Mundo caso o Marrocos obtenha a final, Feijóo foi categórico: "Sim. A resposta é sim".
"Recuperar o orgulho do nosso país passa também por não se deixar pisotear por ninguém... A primeira potência internacional no futebol não é humilhada", escreveu Feijóo nesta sexta-feira no X, onde publicou o link da entrevista.
Os coorganizadores da edição de 2030, Portugal, Espanha e Marrocos, disputam a final: Madri aposta no estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, enquanto Rabat joga a carta da construção de um estádio com cerca de 115.000 lugares em Benslimane, na região de Casablanca. O influente presidente da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF), Fouzi Lekjaa, garantiu em setembro que essa partida de interesse planetário acontecerá em seu país, "goste a alguns ou não".
A Fifa assegurou na época que nenhuma decisão foi tomada ainda. Esta polêmica ocorre depois que, no final de julho, dezenas de milhares de migrantes invadiram o enclave espanhol norte-africano de Ceuta a partir do Marrocos, provocando uma crise migratória que ainda não está totalmente resolvida.
Feijóo acusou o Marrocos de estar por trás da "invasão" e prometeu "firmeza" em relação ao país vizinho caso chegue ao Governo. Segundo as pesquisas, o PP vencerá as eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro, superando os socialistas do chefe do Executivo Pedro Sánchez, mas poderá precisar do apoio da extrema direita para formar governo.
O Globo