A programação do Afropunk Brasil 2026, que acontece neste final de semana , dias 7 e 8 de novembro, no Parque de Exposições de Salvador, na Bahia, terá atividades que vão além das apresentações musicais. Nesta edição, o público encontrará uma programação de dança inspirada nos sistemas de som populares nas periferias baianas.
Durante os intervalos dos shows do palco principal, integrantes do Baile Charme de Salvador vão ocupar o espaço com coreografias e ensinar passos de dança aos visitantes. A proposta é levar para o ambiente do festival uma manifestação ligada à cultura black, com participação direta do público.
Enquando a programação segue, contudo, outra operação vai acontecer, a da reciclagem. O evento conta com coleta seletiva, triagem de materiais recicláveis e ações de reaproveitamento de resíduos orgânicos e de óleos usados.
A Coca-Cola Solar, responsável pela atuação do grupo Coca-Cola na Bahia, lidera também a frente de gestão de resíduos e circularidade dos materiais que podem ser reaproveitados ou reciclados. A operação começou dias antes do festival, com a separação e destinação dos resíduos produzidos durante a montagem.
A empresa conta com suporte do projeto Recicla Solar, programa socioambiental de logística reversa e reciclagem (focado principalmente em garrafas PET e embalagens pós-consumo) idealizado pela Solar Coca-Cola em parceria com a Coca-Cola Brasil e cooperativas de catadores no Norte e Nordeste.
Agora, porém, dada a estimativa de público, de milhares de pessoas nos dois dias, a operação se intensifica. A distribuição de copos reutilizáveis é uma medida para diminuir a produção de lixo, mas por si só não é suficiente.
A operação conta com a instalação de uma Estação Circular no Parque de Exposições, onde os materiais recolhidos serão separados e pesados. Coletores destinados a diferentes tipos de resíduos serão distribuídos pelo espaço, enquanto agentes circularão pelo festival para auxiliar no recolhimento.
Os materiais recicláveis secos serão encaminhados para comercialização por meio do projeto. Já os resíduos orgânicos provenientes de restaurantes, food trucks, camarins e praças de alimentação serão separados para envio à compostagem.
O trabalho envolverá mais de 25 catadores ligados a cooperativas locais. Antes do início das atividades, os profissionais receberão capacitação e equipamentos de proteção individual, além de alimentação, transporte e uniformes.
Na Bahia, o Recicla Solar já contabiliza mais de 19 mil toneladas de PET coletadas, segundo dados divulgados pela empresa. A companhia afirma que o volume reciclado no estado equivale à quantidade de embalagens PET que coloca no mercado baiano.
De acordo com Willy Bezerra, diretor regional da Solar Coca-Cola, a iniciativa no festival também busca ampliar a participação de trabalhadores locais na cadeia de reaproveitamento de materiais. Óleo de dendê será transformado em produtos de limpeza
Outra ação prevista envolve as baianas de acarajé que atuarão no festival. Em parceria com profissionais selecionadas com apoio de Dona Rita e da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam), será realizado o recolhimento diário do óleo e do azeite de dendê descartados durante a preparação dos alimentos.
Após a coleta e a pesagem, os materiais serão utilizados em oficinas para produção de sabão ecológico, pasta e detergente biodegradável. A atividade terá prioridade para empreendedoras participantes do programa Dá um Gás no Seu Negócio.
Parte dos produtos fabricados será destinada a instituições sociais de Salvador. A iniciativa busca dar uma destinação alternativa aos resíduos da atividade gastronômica e aproximar o trabalho das baianas de práticas de reaproveitamento.
A Coca-Cola é patrocinadora do festival pelo sexto ano consecutivo. A participação no Afropunk integra o calendário de ações culturais da companhia na Bahia, que inclui ainda o Festival de Verão de Salvador, o Carnaval e os festejos juninos no interior do estado.
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