Roterdã – A final masculina por equipes testou o coração do torcedor que veio acompanhar a primeira disputa de medalhas do Mundial de Ginástica Artística de 2026. Quatro times diferentes chegaram a liderar a disputa. Holanda, China e Grã-Bretanha passaram parte da disputa na frente. Mas o Japão conseguiu uma virada no final, com boas apresentações nas barras paralela e na barra fixa. A equipe japonesa somou 251.928 para levar a medalha dourada. Rússia (250.329) e China (249.193) completaram o pódio. Além disso, os três times medalhistas estão classificados para os Jogos Olímpicos Los Angeles-2028.
A Holanda até liderou a disputa no início após passar pelo salto. Mas os donos da casa estavam em vantagem por iniciar no aparelho que dá melhores notas de execução. Já o Japão começou o dia com boas apresentações no solo e no cavalo com alças. Os campeões olímpicos do time tiraram as maiores notas nos aparelhos com 13.866 para Oka Shinnosuke no solo e 14.466 para Hashimoto Daiki no cavalo.
A China foi mal na qualificação ficando no quarto lugar. Assim, o time iniciou sua campanha no cavalo, que é um dos pontos fracos do time. Mas eles logo assumiram a liderança parcial após uma rotação espetacular nas argolas, com três notas acima do 14. O grande destaque ficou para o campeão mundial do aparelho Lan Xingyu que tirou 14.733. Mas o time sofreu com problemas no salto, com Lan saindo do colchão e Li Hongnyan sofrendo uma queda.
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Britânicos assumem a ponta
Com os erros dos chineses, foi a vez da Grã-Bretanha assumir a liderança do placar. Eles iniciaram a competição com uma queda na primeira prova no solo. Mas seus especialistas garantiram boas pontuações para levantar a pontuação do time. Jake Jarman cravou quase todas passadas no solo para tirar 14.500. Rueben Ward entregou um 14.466 no cavalo. E a primeira posição veio com um 14.666 de Harry Hepworth nas argolas. E ainda teve tempo para um show no salto. Hepworth tirou 14.600 e Jarman fez o salto mais difícil da noite: um Tsukahara com três piruetas e meia que tirou 14.866 pontos.
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Caos e quedas definem as medalhas na reta final
Mas o sonho do título inédito da Grã-Bretanha acabou nas últimas rotações. Courtney Tulloch caiu nas paralelas e Joe Fraser errou sua série da barra fixa para tirar os britânicos da briga pelo pódio. E quem cresceu na reta final foi o Japão. Eles fizeram séries sólidas nas barras paralelas, mesmo somando um pouco abaixo do potencial da equipe. Na barra fixa, Kawakami Shohei caiu na primeira apresentação do Japão. Mas Fusuke Maeda e Hashimoto Daiki cravaram suas provas completas, sem margem de erro, para garantir o ouro para a seleção japonsesa.
A Rússia veio avançando pelas beiradas e terminou na segunda posição. Eles caíram na classificação geral após uma rotação ruim nas argolas. Mas eles entregaram notas apenas acima dos 14 pontos no salto e nas barras paralelas e acertaram todas as provas na barra fixa. No solo, o jovem Arsenii Dukhno, de apenas 18 anos, entregou uma prova espetacular para 14.500 pontos, garantindo a prata. A China manteve o nível das rotações anteriores e conseguiu se segurar no terceiro lugar.
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