A atriz pornô Lily Phillips encontrou na inteligência artificial uma aliada para expandir sua presença no mercado de conteúdo adulto. Depois de anunciar uma meta ambiciosa — se relacionar sexualmente com 10 mil homens em 24 horas —, a britânica lançou uma versão digital de si mesma, criada para interagir com fãs e ampliar o alcance de seu trabalho.
Em junho de 2025, ela afirmou ter feito sexo com 1.113 homens em apenas 12 horas. Agora, aposta em uma espécie de gêmea virtual para atender a um público que, segundo ela, não consegue alcançar pessoalmente.
Na hora H, nem tudo é perfeito: quase metade dos brasileiros já passou por situações constrangedoras De acordo com o New York Post, a personagem, batizada de Lily AI, é alimentada continuamente com informações sobre a aparência, a voz e a personalidade da atriz.
Disponível em uma plataforma de conteúdo adulto baseada em inteligência artificial, a versão digital foi apresentada pela própria Phillips como uma extensão de sua identidade. "Ela é uma extensão de mim", declarou.
Lily Phillips Reprodução Instagram
Como funciona a versão digital de Lily Phillips A ideia, segundo a atriz, surgiu da dificuldade de estar disponível para todos os seguidores.
"O dia só tem 24 horas e eu não posso estar disponível para todos o tempo todo. Um gêmeo digital cria uma experiência diferente, desde que as pessoas entendam com o que estão interagindo", explicou.
A ferramenta permite interações por mensagens, fotos, vídeos, áudios e chamadas ao vivo. Além de reproduzir características físicas e vocais, a proposta é que a inteligência artificial imite o jeito de conversar da atriz, incluindo seu humor e sua personalidade.
"O objetivo é que ela capture meu lado brincalhão, meu humor e meu jeito de falar. Mas a verdadeira eu tem humores, experiências e uma vida fora da internet que uma IA não consegue recriar completamente", detalhou.
"Eu a descreveria como uma ótima interpretação de mim mesma." Lily Phillips
Reprodução Instagram Apesar de investir na tecnologia, Lily ressalta que não considera a inteligência artificial uma substituta dos profissionais que trabalham com produção de conteúdo adulto.
A diferença entre uma versão autorizada e os deepfakes A atriz também fez questão de diferenciar a criação de sua própria representação digital dos chamados deepfakes, conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial para reproduzir a imagem, o corpo ou a voz de alguém sem consentimento.
"Optar por criar uma versão de si mesmo criada por IA é muito diferente de alguém usar seu rosto, corpo ou voz sem permissão", afirmou. Lily Phillips
Reprodução Instagram "Ser uma figura pública ou trabalhar no ramo do entretenimento adulto não significa que as pessoas devam poder fazer o que quiserem com a sua imagem", completou.
O Globo