Os candidatos ao Governo do Rio de Janeiro mais bem colocados nas pesquisas votaram, na manhã deste domingo, com esperanças de que o pleito se encerre no primeiro turno. Eduardo Paes (PSD) voltou a defender o voto útil e afirmou que esta é uma disputa em que “não se trata de ideologia, nem de esquerda, nem de direita”.
Douglas Ruas (PL) respectivas, por sua vez, se disse confiante "de que essa eleição pode muito acabar hoje ainda". Apuração das Eleições 2026: como acompanhar ao vivo os resultados para presidente
Ao vivo: acompanhe em tempo real o dia da eleição — Acho que o Rio vive a pior crise da história, é uma crise política, é uma crise institucional, é uma crise de segurança pública, de desmando no governo do estado, de corrupção — disse Paes, que chegou ao Gávea Golf Club, na Zona Sul, por volta das 9h, acompanhado da mulher, Cristine Assed, dos filhos, Isabela e Bernardo, e de aliados.
— O [estado] não aguenta mais outro Witzel e outro Cláudio Castro, o que muito claramente é representado pela candidatura do Douglas Ruas. Estou muito confiante [da vitória no primeiro turno], porque acho que as pessoas vão ter a consciência deste momento.
Também acompanhado da esposa, Mariana Ruas, e do filho, Miguel, Ruas foi cumprimentado por apoiadores, com quem conversou e tirou fotos, enquanto aguardava na fila de votação. Na ocasião, comentou:
— Nós estamos confiantes de que essa eleição pode muito acabar hoje ainda, no primeiro turno, com a vitória de Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro — afirmou o candidato. — A minha campanha foi dedicada a mostrar para a população um caminho diferente dessa velha política, dessas pessoas que estão há 30 amos se revezando no poder, que utilizam da campanha para fazer ataques em vez de propostas… então não tem compatibilidade nas nossas ideias, nas nossas propostas.
Eduardo Paes vota e diz que, se eleito, será 'o oposto do Governo Cláudio Castro' Ambos citaram a exaustão da população com a situação política do estado e mencionaram suas respectivas campanhas como possibilidades de mudança.
— Quero sentar-me com o governador interino, Ricardo Couto, o mais rápido possível para avançarmos naquilo que já temos feito, reduzir despesas, cortes, auditoria nos contratos, enxugar a máquina pública, preparar um processo de retomada do crescimento do Rio, de reconstrução do nosso estado — comentou Paes.
Douglas Ruas vota no Rio ao lado da esposa e do filho ,Ruas também fez declarações neste sentido:
— A minha campanha foi dedicada a mostrar para a população um caminho diferente dessa velha política, dessas pessoas que estão há 30 anos se revezando no poder, que utilizam da campanha para fazer ataques em vez de propostas… então não tem compatibilidade nas nossas ideias, nas nossas propostas — disse Ruas.
Pesquisa mostram acirramento As mais recentes pesquisas eleitorais para o governo do estado mostram uma disputa que tem se acirrado entre Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL).
No Datafolha divulgado neste sábado, o ex-prefeito da capital soma 49% dos votos válidos, contra 40% do bolsonarista, sem contabilizar os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). No levantamento da Quaest deste sábado na mesma situação, Paes tem 51% e Ruas, 43%.
Em um eventual segundo turno, o candidato do PSD aparece na frente nas pesquisas. O terceiro colocado nos dois levantamentos é Anthony Garotinho (Republicanos), mas esses cenários desconsideram os votos do candidato.
A candidatura dele foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) devido a uma condenação por improbidade administrativa e depende de definição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ter os votos contabilizados ou não. Na eleição para governador, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos para encerrar a disputa no primeiro turno.
Se isso não ocorrer, os dois mais votados voltam às urnas para o segundo turno. Veja abaixo os levantamentos divulgados mais recentemente sobre a corrida no Rio de Janeiro.
O Globo