O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (23) que a dívida pública brasileira é majoritariamente doméstica e rechaçou a possibilidade de não pagamento ou calote. Em entrevista ao UOL, ele disse que os títulos estão praticamente nas mãos de brasileiros, empresas, setores e instituições bancárias e financeiras do País.
Durigan também reconheceu o crescimento da dívida e atribuiu esse movimento ao aumento da taxa de juros. Ao comentar o quadro fiscal, Durigan afirmou que, no governo Lula, o Banco Central (BC) é independente e disse que cabe ao governo central melhorar a condição fiscal.
Segundo ele, a estratégia adotada passa por elevar a receita acima da despesa e abrir espaço para investimento, sem recorrer a medidas que classificou como respostas fáceis. O ministro também comentou as críticas de empresários ao aumento de tributos.
De acordo com ele, as medidas adotadas envolveram revisão de benefícios tributários, citando o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e a desoneração da folha de pagamentos. Na avaliação de Durigan, esse processo faz parte do esforço de reorganização das contas públicas.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! Durigan afirmou ainda que o Orçamento de 2027 será positivo, com superávit, e voltou a dizer que o governo pretende melhorar o quadro fiscal nos anos seguintes de forma gradual.
Segundo ele, a trajetória envolve corte de gastos obrigatórios, compromisso com a redução da taxa de juros e melhora do resultado fiscal. Na entrevista, o ministro também negou risco de recessão no Brasil.
Ele disse que há perspectiva de desaquecimento da economia diante de fatores como juros altos, a guerra no Irã e o El Niño. Ainda assim, avaliou que, com juros menores e incentivos direcionados a áreas específicas, o País pode retomar uma trajetória de crescimento mais à frente.
As declarações de Durigan combinam a defesa da sustentabilidade da dívida pública, a aposta em superávit no Orçamento de 2027 e a sinalização de ajuste fiscal gradual, com foco em corte de gastos obrigatórios, revisão de benefícios tributários e redução dos juros. Fonte: Estadão Conteúdo
Canal Rural