O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), confirmou os três primeiros nomes que integrarão o seu secretariado a partir de 6 de janeiro de 2027. Todos os anunciados já fazem parte da atual equipe de transição de governo.
A vice-governadora eleita, Fernanda Loback, comandará a Secretaria de Políticas Inclusivas e da Mulher. Atualmente exercendo o mandato de vereadora por Niterói, ela deixará o cargo legislativo até o final deste ano para assumir a nova pasta estadual.
A Casa Civil e Governança ficará sob a responsabilidade da socióloga Maria Gabriela Bessa. Ela já atua como coordenadora do gabinete de transição de Douglas Ruas, liderando os trâmites entre a atual gestão de Ricardo Couto e a futura administração.
Para a Secretaria de Estado de Planejamento, Gestão e Inovação, o nome escolhido foi o de Anderson Montezi, classificado pelo governador eleito como um perfil técnico. Reestruturação administrativa e redução de pastas
A nomenclatura da pasta assumida por Montezi sinaliza mudanças na estrutura administrativa em comparação com a gestão de Cláudio Castro, que contava com 33 secretarias. Douglas Ruas prometeu promover uma redução significativa no número de pastas a partir de 2027, embora ainda não tenha especificado a quantidade exata de secretarias que comporão o seu governo.
Defesa do resultado eleitoral e postura na coletiva Durante o anúncio, o governador eleito fez questão de reforçar o compromisso com as propostas registradas durante a campanha.
Em diversos momentos, Ruas exibiu a cópia impressa do plano de governo cadastrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), repassou o documento aos secretários e enfatizou que a população fluminense votou no conjunto de propostas ali apresentadas. A atitude reafirma sua posição como governador eleito em meio a questionamentos judiciais que pedem a realização de um segundo turno no estado.
Ao ser questionado sobre o pedido de segundo turno articulado pelo PSD, pelo prefeito Eduardo Paes e por sua ala política, Ruas classificou a iniciativa como "inadmissível" e defendeu o respeito à decisão das urnas. Por outro lado, ao ser indagado sobre a conduta de Flávio Bolsonaro — que chegou a divulgar uma carta se autodeclarando presidente antes de recuar —, o governador eleito optou por não responder, encerrando a coletiva sem prestar novos esclarecimentos à imprensa.
CBN