Doação de sangue para cães e gatos: como funciona e quem pode doar

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Cães e gatos também podem precisar de transfusões de sangue em situações como acidentes, hemorragias, cirurgias e doenças que provocam anemia grave. Nesses casos, a disponibilidade de sangue compatível pode ser determinante para o tratamento.

O que muitos tutores não sabem é que animais saudáveis também podem ser doadores. A doação de sangue entre pets é realizada em clínicas, hospitais e bancos de sangue veterinários, desde que o animal atenda aos critérios estabelecidos e passe por uma avaliação antes da coleta.

Como funciona a transfusão de sangue em cães e gatos?

A transfusão é indicada pelo médico-veterinário de acordo com o estado de saúde do paciente. Antes do procedimento, são avaliadas as condições clínicas do animal e a compatibilidade com o sangue doado.

Durante a transfusão, o paciente precisa ser monitorado para que a equipe identifique possíveis reações, como alterações nos batimentos cardíacos, queda da pressão arterial e salivação excessiva. Por esse motivo, o procedimento deve ser realizado em um serviço veterinário com estrutura adequada e profissionais capacitados.

Após a transfusão, o tempo de observação depende das condições do paciente e da avaliação da equipe responsável.

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Quem pode doar sangue?

Nem todos os cães e gatos estão aptos a doar sangue. A seleção considera fatores como idade, peso, estado de saúde, vacinação e controle de parasitas. Os animais também passam por triagem clínica e exames laboratoriais.

Os critérios variam conforme o serviço veterinário, mas alguns requisitos são frequentemente adotados.

Para cães:

Ter entre 1 e 7 anos; Pesar mais de 25 quilos; Estar clinicamente saudável; Ter vacinação, vermifugação e controle de parasitas em dia; Não estar prenhe; Ter temperamento que permita a coleta com segurança.

Para gatos:

Ter entre 1 e 8 anos; Pesar mais de 5 quilos; Estar clinicamente saudável; Ter vacinação, vermifugação e controle de parasitas em dia; Não estar prenhe; Permitir a realização do procedimento com segurança.

Esses parâmetros são referências gerais e podem mudar de acordo com o protocolo de cada instituição. A avaliação veterinária é indispensável para determinar se o animal pode doar.

Onde levar o pet para doar sangue?

Tutores interessados em cadastrar seus animais como doadores podem procurar bancos de sangue veterinários, hospitais e clínicas que realizem a coleta. Também é possível acompanhar campanhas promovidas por universidades e instituições veterinárias.

Antes de levar o pet, a recomendação é entrar em contato com o serviço para confirmar os requisitos, os exames necessários e a necessidade de agendamento.

Cuidados com a coleta de sangue animal

A doação deve ser realizada em locais preparados, com acompanhamento veterinário e condições adequadas para preservar a saúde do doador. A coleta sem controle profissional pode colocar o animal em risco e comprometer a segurança do sangue utilizado em transfusões.

A preocupação também envolve denúncias de coleta e comercialização clandestinas de sangue animal. Por isso, é importante verificar a procedência do serviço e buscar instituições que sigam protocolos veterinários de segurança.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)

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