Meta Platforms, dona do Facebook, lucra US$ 9,86 bi no 3º tri e supera estimativas do mercado

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Meta Platforms, controladora do WhatsApp, Facebook e Instagram, registrou lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, equivalente a um aumento de 264% sobre o lucro de US$ 2,71 bilhões reportado um ano antes. O lucro por ação saiu de US$ 1,05 para US$ 3,83.

Apesar da forte melhora, a base de comparação é fraca. Os resultados do terceiro trimestre de 2025 incluíram um encargo único e não monetário de Imposto de Renda de US$ 15,93 bilhões nos Estados Unidos. Entre julho e setembro de 2026, a gigante de tecnologia teve receita de US$ 64,6 bilhões, 26% superior ao faturado no mesmo período de 2025. Analistas esperavam receita de US$ 63 bilhões e lucro ajustado de US$ 6,54 por ação.

No trimestre, o lucro operacional da Meta somou cerca de US$ 13 bilhões, queda de 37% contra o ano passado, com margem operacional de 20%, impactado pelo crescimento de 68% nos custos e despesas, que somaram US$ 51,61 bilhões. Esse valor inclui a despesa judicial divulgada ao logo do trimestre. Em agosto de 2026, a Meta anunciou um acordo com 52 procuradores-gerais estaduais para encerrar litígios relacionados à saúde mental de adolescentes e às redes sociais, prevendo pagamentos de até aproximadamente US$ 18,59 bilhões. Os custos e despesas do terceiro trimestre de 2026 incluem uma despesa de US$ 9,89 bilhões relacionada a esse acordo. A maior parte do faturamento da Meta vem da venda de anúncios digitais em seus aplicativos, principalmente no Facebook e Instagram. A divisão respondeu por US$ 63,06 bilhões da receita líquida da Meta, avanço anual de 25,9%. Na Reality Labs, linha responsável pelos negócios de metaverso, a receita caiu 5,7% no ano, para US$ 443 milhões.

Por outro lado, compensando as maiores despesas, as provisões para Imposto de Renda diminuíram 83% em um ano, totalizando US$ 3,14 bilhões no último trimestre, em razão do evento extraordinário do terceiro trimestre de 2025. “Alcançamos marcos importantes neste trimestre na missão de levar a superinteligência pessoal para todos, incluindo o lançamento do Muse e do Muse Wonder, nosso primeiro modelo de fronteira”, afirmou Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, em carta aos acionistas. “Nossos investimentos estão gerando resultados, o negócio principal segue forte e estamos vendo avanços acelerados em todas as frentes.” Para o quarto trimestre de 2026, a companhia espera que a receita total fique na faixa de US$ 73 bilhões a US$ 76 bilhões.

A Meta ainda espera que as despesas totais do ano completo de 2026 fiquem na faixa de US$ 175 bilhões a US$ 179 bilhões, incorporando a despesa de US$ 9,9 bilhões relacionada a processos judiciais. Anteriormente, a faixa prevista ia de US$ 165 bilhões a US$ 169 bilhões. “Excluindo a despesa jurídica registrada no terceiro trimestre, continuamos esperando que o lucro operacional de 2026 fique acima do lucro operacional de 2025”, diz a companhia. Além disso, a Meta Platforms agora prevê investimentos de capital em 2026, incluindo pagamentos de principal relacionados a arrendamentos financeiros, entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões, faixa mais estreita em relação à projeção anterior, de US$ 130 bilhões a US$ 145 bilhões.

Por volta das 17h23, as ações da Meta subiam 3,5% no pós-mercado da Nasdaq, cotadas a US$ 721,71. No pregão regular, os papéis fecharam em alta de 0,5%.

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