As primeiras notícias que mencionaram o uso por parte de Lula do sítio de Atibaia foram do jornal Estado de São Paulo, em 29 de dezembro de 2011, quando noticiou que o então ex-presidente passaria as festas de fim de ano descansando em um sítio naquela cidade paulista. Por sua vez, a Folha de São Paulo citou a ida de Lula à propriedade na recuperação do tratamento contra um câncer de laringe, em 3 de janeiro de 2012.
A primeira matéria que vinculou um possível benefício indevido para Lula, por parte das empreiteiras, foi da revista Veja, em abril de 2015, e tinha o título “O amigo de Lula pediu e a OAS reformou o sítio”. Nela, insinuou que executivos da OAS haviam financiado reformas, no Sítio Santa Bárbara, a pedido de Lula. Posteriormente a Folha de São Paulo publicou uma reportagem, em janeiro de 2016, em que afirmou que a Odebrecht também tinha financiado reformas milionárias no imóvel.
Com base apenas em relatos de interlocutores dos envolvidos, evidências da execução da obra e no rastreamento dos personagens e dos pagamentos, teve como ponto central a revelação do então presidente da OAS, Léo Pinheiro, a interlocutores durante sua prisão de que Lula o teria induzido a fazer as reformas. Portanto, sem nenhuma prova concreta, o sítio sequer estava registrado em nome de Lula, o caso escalou para a denúncia pelo MPF da Operação Lava Jato, em maio de 2017, e a condenação em 1ª instância, em fevereiro de 2019.
Amanhã falarei da condenação em 2ª instância pelo caso do triplex, que levou à prisão de Lula.
Brasil 247