O que mais chamou a atenção no pronunciamento de Lula após a vitória foi seu discurso de estadista e que governa para todos. Ele mostrou que a eleição foi apenas o primeiro passo para fortalecer a democracia em nosso país, pois a mentira da extrema direita continua em vigor, como vimos pelo que o oponente derrotado declarou.
Continuamos esperançando por todos os espaços. Passado o período de angústia, seguido de euforia, vamos nos voltar à realidade das dificuldades que encontrará mais um governo Lula.
Parte da direita fisiológica já se curva à expressiva vitória de Lula e acena com a possibilidade de atuar pela governabilidade pelos próximos quatro anos. Não o PCO.
No Instagram, a título de provocação, fiz essa afirmação: PCO é um defensor do bolsonarismo desde os primórdios. Pode ter sido de esquerda um dia.
Hoje está mais para incluir na sigla um Incentivador Nonsense da Instabilidade (INI). Nenhuma surpresa nesse posicionamento.
Fora da rede social, faço um ajuste de proposta para a nova sigla, até para seguir a ortografia correta: Estimulador Nativo da Instabilidade da (ENI). Militantes do partido assim se manifestaram: “como assim defensor do bolsonarismo? Fomos o primeiro partido a pôr nas ruas a campanha Fora Bolsonaro, isso em 2018.
PT e seus puxadinhos falaram que não, pois se Bolsonaro caísse, quem assumiria seria o Mourão […] PT é o grande responsável pelo crescimento do bolsonarismo.” A maior parte dos partidos da esquerda identitária apoiou Lula no segundo turno, ao contrário do PCO que pregou voto nulo.
O Diário da Causa Operária, que se confunde com o próprio partido, consolida sua decisão de não apoiar Lula em seu quarto mandato, mesmo após o expressivo resultado das urnas. E estamos falando de um partido que obteve 11 mil votos para a presidência no primeiro turno, que, em minha cidade, mal seria suficiente para eleger um vereador.
Já ouço a patuleia dizendo que não é esse o objetivo maior do partido e sim marcar posições. Mas foi por leitura de alguns tópicos bolsonaristas de seu programa de governo que foi sugerido como opção de voto para os adeptos da extrema direita .
Por fim, não tenho procuração do PSOL, mas o PCO usou a eleição no Distrito Federal para culpar a ineficácia da coligação daquele partido com o PT porque o candidato Leandro Grass não foi eleito . Tal posicionamento não enxerga o resultado global, uma vez que se esperava a eleição de Celina Leão já no primeiro turno.
Obteve 825,5 mil votos e Leandro, 570 mil, correspondente a 34,5%. No segundo turno, o candidato do PT chegou a 739 mil votos, quase 43% do total, aumentando mais do que Celina, que acabou vencendo com 987 mil votos.
Esse resultado foi importante também para o crescimento de Lula no DF, obtendo quase 150 mil votos a mais, o dobro do oponente da extrema direita, lembrando que é o território que elegeu duas senadoras bolsonaristas com expressiva votação.
Brasil 247