Delegado volta ao trabalho 15 meses após ficar tetraplégico

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Leonardo Sanches foi recebido por colegas ao reassumir a Delegacia de Polícia Civil de Silvânia, na terça-feira (3)PCGO Cerca de 15 meses após o acidente que matou dois colegas de profissão e o deixou tetraplégico, o delegado Leonardo Sanches retomou o trabalho da Delegacia de Silvânia (GO).

Titular da unidade, ele foi recebido com carinho por policiais e membros da diretoria da Polícia Civil de Goiás.O retorno ocorreu por iniciativa do próprio delegado, que informou ter condições de cumprir a jornada de trabalho enquanto mantém a reabilitação. Desde o acidente, ele passou por cirurgias, internação em unidades de terapia intensiva e acompanhamento de uma equipe multiprofissional.Durante a recepção, Sanches agradeceu o apoio recebido da instituição e dos colegas ao longo do tratamento.

“Eu espero, de fato, retribuir todo esse apoio, exercendo a minha função”, afirmou em vídeo divulgado pela corporação.Relembre o acidente na GO-330O acidente ocorreu na manhã de 31 de julho de 2025, na GO-330, entre Leopoldo de Bulhões e Silvânia. Quatro pessoas estavam na viatura da Polícia Civil: Sanches, o agente Ananias Batista, de 52 anos, e as estagiárias Amanda Monteiro, de 19, e Ana Caroliny Siqueira Mendes.De acordo com as informações divulgadas pela polícia na época, um caminhão tentou desviar de um carro que estava com um pneu furado e invadiu a faixa contrária, por onde seguia a viatura.

O veículo policial saiu da pista e capotou. Uma câmera de segurança instalada nas proximidades registrou o acidente.Ananias e Amanda morreram no local.

O delegado e Ana Caroliny foram resgatados com vida, em estado grave, e precisaram de atendimento hospitalar. Sanches sofreu uma lesão na coluna que resultou em tetraplegia.Cirurgias e quase dois meses de internaçãoO delegado passou por cirurgias e cuidados intensivos no Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr.

Valdemiro Cruz (Hugo), em Goiânia. Após a estabilização do quadro, foi transferido, em 18 de agosto de 2025, para o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr.

Henrique Santillo (Crer).Dois dias depois, recebeu alta da UTI do Crer, mas permaneceu internado para a reabilitação. A saída do hospital ocorreu em 25 de setembro de 2025, quase dois meses após o acidente.

Na ocasião, ele deixou a unidade em uma cadeira de rodas, acompanhado por familiares e colegas.Em nota divulgada na época, o Crer informou que Sanches havia concluído o protocolo de reabilitação intensiva e passaria à etapa ambulatorial. O acompanhamento continuou com equipes médicas e multiprofissionais, incluindo sessões de fisioterapia e fonoaudiologia.Em janeiro de 2026, o delegado recebeu, no Crer, uma aplicação de polilaminina, substância experimental estudada para o tratamento de lesões na medula espinhal.

O acesso ocorreu após autorização judicial, e ele manteve as terapias que já realizava antes do procedimento.Ao falar sobre a recuperação na ocasião do retorno ao trabalho, Sanches relatou melhora nos movimentos dos braços, dos ombros e do pescoço, além de avanços na fala e na respiração.

A retomada das atividades na delegacia ocorre com a continuidade da reabilitação.A evolução individual do paciente não permite atribuir a recuperação exclusivamente à substância. Em janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou uma pesquisa clínica de fase 1 para avaliar a segurança da polilaminina.

Essa autorização não equivale à comprovação de sua eficácia.

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