Diversos países, entre eles Suécia, Noruega, França, Itália, Finlândia e Dinamarca, começaram a rever o uso de telas no ambiente escolar após identificarem impactos negativos no desempenho dos estudantes. Em algumas dessas nações, a resposta tem sido o retorno a práticas tradicionais, como o uso de livros e a escrita à mão, segundo o Blog do Amaury Jr, do UOL.
No Brasil, a restrição ao uso recreativo de telas em sala de aula também vem ganhando espaço em estados e municípios. Na prática, porém, estabelecer limites para o uso desses dispositivos, tanto dentro quanto fora das escolas, ainda representa um desafio.
A educação sueca, especificamente, vive uma mudança de direção após anos de forte aposta em recursos digitais nas escolas. Desde 2023, o país vem ampliando o uso de livros e outros materiais impressos em sala de aula, movimento que ganha novos investimentos em 2026.
A estratégia representa uma revisão da política de digitalização do ensino e busca retomar o espaço de recursos físicos no processo de aprendizagem.
O problema no Brasil se torna ainda mais relevante diante do tempo que os brasileiros passam diante das telas, de acordo com o colunista. O país ocupa uma das primeiras posições no mundo nesse quesito, com mais de nove horas diárias de uso, considerando crianças, adolescentes e jovens.
"É preciso, portanto, discutir até que ponto a tecnologia, apresentada tantas vezes como sinônimo de progresso, está de fato contribuindo para a educação", detalha a coluna.
"Se as telas começam a ser revistas justamente nos países que as adotaram de forma mais ampla, talvez seja hora de o Brasil também questionar se mais tecnologia significa, necessariamente, mais aprendizado", comenta o colunista.
O Liberal