O empate entre Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Datafolha desta quinta-feira (22 de outubro) coloca a mobilização dos eleitores no centro da reta final da campanha presidencial. Com ambos em 50% dos votos válidos, transformar apoio em presença nas urnas pode ser decisivo no domingo (25).
Um recorte ajuda a dimensionar esse desafio: entre os entrevistados que disseram ter comparecido ao primeiro turno, Flávio registra 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro, mas contrasta com a igualdade no conjunto do levantamento.
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Mobilização pode aparecer no resultado A aproximação de Lula é compatível com a hipótese de que a mobilização pela virada tenha encontrado algum reflexo nas intenções de voto.
Os atos de campanha e os apelos ao comparecimento procuram alcançar tanto quem já escolheu candidato quanto quem se afastou da eleição. Essa é uma leitura política possível, não uma relação de causa e efeito demonstrada pelo Datafolha.
A pesquisa não isolou o impacto das manifestações nem permite atribuir a elas a oscilação do presidente. Ainda assim, o cenário oferece um aceno à estratégia de estimular a participação.
Se o esforço conseguir levar às urnas pessoas que faltaram ao primeiro turno, poderá contribuir para reduzir a abstenção. Não é possível, porém, estimar a dimensão desse movimento ou para qual candidato irão esses votos.
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Do apoio ao comparecimento A disputa passa, portanto, por dois desafios distintos: conquistar a preferência do eleitor e assegurar condições para que ele vote.
No Amazonas, essa discussão também exige atenção às distâncias, ao transporte e à informação sobre os locais de votação. O entusiasmo da campanha precisa encontrar meios concretos de participação, sobretudo nas comunidades de difícil acesso.
Fotos: Ricardo Stuckert e Mateus Vitor Fernandes/PL
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