Dá para reconhecer ‘a nacionalidade’ pelo bumbum? Médica compara o que brasileiras, americanas e europeias pedem no consultório

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Quadril largo, projeção empinada ou volume discreto: o bumbum desejado muda conforme as referências de beleza de cada paciente. Embora o formato dos glúteos não revele a nacionalidade, os pedidos feitos no consultório podem carregar diferenças culturais, inclusive no ângulo em que a mulher quer destacar a silhueta. A médica dermatologista Gina Matzenbacher, diretora técnica da Clínica Leger no Rio de Janeiro, percebe essas diferenças entre as brasileiras, norte-americanas e europeias que atende. “Cada cultura constrói uma referência de beleza, e isso aparece no consultório já na primeira conversa com a paciente”, afirma. Na experiência dela, aumentar o bumbum pode significar ampliar as laterais para uma mulher e ganhar projeção posterior para outra. Entre suas pacientes dos Estados Unidos, a cintura marcada costuma vir acompanhada do desejo de alargar o quadril, criando uma mudança visível mesmo de frente. “A americana quer uma silhueta que chame atenção de frente, e não só de costas ou de perfil. O quadril largo e a cintura bem desenhada formam o centro desse ideal”, explica. Já as brasileiras levam com frequência a referência do corpo de quem treina. “A brasileira gosta do bumbum de academia: projetado, firme, com aquele efeito empinado que aparece principalmente de perfil”, diz Gina. Nesse pedido, a projeção posterior ganha mais importância do que o aumento das laterais. Para traduzir a preferência por mudanças discretas observada entre as europeias que recebe, a médica usa a expressão “bumbum de Pilates”. “A europeia costuma preferir o que eu chamo de bumbum de Pilates: mais enxuto, firme, natural. Empinado, sim. Exageradamente volumoso, raramente”, observa. Mesmo quando duas pacientes pedem um bumbum empinado, a conversa precisa esclarecer quanto volume desejam e onde esperam perceber a diferença. Para Gina, conhecer essas referências ajuda a compreender o pedido, mas não substitui a avaliação individual. “A brasileira pode amar um quadril largo, a europeia pode querer mais volume e a norte-americana pode preferir um contorno discreto. Não existe um bumbum ideal universal”, conclui.

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