Deputada afirma que alteração no sistema eleitoral aumentaria a dependência dos candidatos em relação aos partido A deputada federal reeleita Júlia Zanatta (PL-SC) criticou nesta quinta, 29, a discussão sobre a criação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para mudar o sistema eleitoral brasileiro do modelo proporcional para o distrital misto.
Segundo a parlamentar, a proposta como um “golpe” e questionou os argumentos dos defensores da mudança. “O GOLPE DO VOTO DISTRITAL MISTO A desculpa é bonita: “o eleitor sabe quem é o seu deputado” e a cobrança fica mais direta.
Mas será que essas pessoas que defendem isso querem mesmo que a cobrança fique mais direta? São os mesmos que defendem censurar as redes sociais porque se incomodam com a interação direta do povo com o político”, escreveu no X. Zanatta também questionou se seus 560 mil eleitores não saberiam quem os representa.
Segundo a deputada, a medida “é desculpa porque eles têm ÓDIO de quem é próximo do povo e não de interesses estranhos que dominam Brasília.” Zanatta atribuiu a articulação em favor da mudança no sistema eleitoral ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao PT e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Motto afirmou que decidiu, em conjunto com líderes partidários, avançar ainda neste ano na discussão e em uma possível votação da PEC. A proposta em construção prevê a adoção definitiva do sistema em 2034, com um modelo de transição nas eleições de 2030.
Motta fez o anúncio após se reunir com presidentes e lideranças dos partidos que integram o bloco formado por União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos para tratar da reforma política. O encontro ocorreu na residência oficial do presidente da Câmara, em Brasília.
“Acabamos agora uma importante reunião. Nós já estávamos, há alguns dias, conversando, ali entre o primeiro o segundo turno, e concluímos agora com a participação do bloco representado pelos partidos de centro.
Hoje também tivemos a presença do PSB, na pessoa do presidente João Campos”, disse Motta. “E concluímos uma importante reunião, onde tratamos de uma discussão muito importante para o nosso país, que é sobre as regras do nosso sistema eleitoral, no que diz respeito à escolha proporcional, à escolha para o Poder Legislativo, no âmbito da Câmara dos Deputados e também Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais”.
O modelo proporcional é utilizado no Brasil hoje para eleger vereadores, deputados estaduais e federais. Siga a leitura em Crusoé.
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O Antogonista