Petista insiste na narrativa de que ficou no país para comprovar sua inocência O presidente Lula (PT) comparou, na terça-feira, 27, o caso Flávio Bolsonaro (PL), que fugiu do país após ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, à sua prisão em 2018.
“Eu resolvi ficar aqui no Brasil e resolvi me entregar na Polícia Federal porque eu queria desmascarar os meus acusadores e provar a minha a minha inocência. Por isso eu queria dizer para vocês, quem não deve não teme. O cidadão que sai escondido do seu país, é porque deve alguma coisa”, disse o petista em Brasília, durante ato organizado para celebrar seu aniversário.
“Quando pediram para mim entregar o meu passaporte, eu entreguei meu passaporte. Ele deveria ter entregue porque a Polícia Federal tinha suspeita que ele ia sair do Brasil e ele tem inquérito”, continuou.
A comparação, no entanto, não prova a coragem nem a inocência de Lula. O STF anulou, em abril de 2021, as condenações de Lula nos casos do tríplex, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula por entender que as ações não deveriam ter tramitado na 13ª Vara Federal de Curitiba.
Em outro julgamento, a Corte confirmou a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no caso triplex. O STF também proferiu decisões que anularam as provas da Lava Jato contra Lula.
A principal foi a decisão de 6 de setembro de 2023 do ministro Dias Toffoli, que determinou a anulação das provas obtidas a partir do acordo de leniência da Odebrecht. Essas decisões não equivaleram a uma absolvição de mérito nessas ações.
Quanto à entrega de passaporte, Lula teve que cumprir uma determinação do juiz Ricardo Leite, da Justiça Federal do Distrito Federal, após ter sido condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelo caso do tríplex do Guarujá. Ao contrário de Lula, Flávio ainda é investigado pela Polícia Federal, que pediu a apreensão dos documentos do senador com base em…
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O Antogonista