Homem confessa ter falsificado mais de 40 atestados médicos e vendido no Paraná

Homem confessa ter falsificado mais de 40 atestados médicos e vendido no Paraná - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um homem, que não teve o nome divulgado, confessou à Polícia Civil do Paraná (PCPR) que falsificou mais de 40 atestados médicos em Cascavel, município localizado na Região Oeste do estado. Em mandado de busca e apreensão realizado nesta terça-feira, durante uma investigação sobre falsificação de atestados médicos, os policiais apreenderam materiais que eram usados para falsificar os documentos.

Vereador de São Paulo Senival Moura volta a ser preso por suspeita de envolvimento com o PCC Estudantes relatam dificuldades para acessar local de prova do Enem na Página do Participantes

O delegado da PCPR, Bruno Falci Amaral, afirmou que durante cumprimento do mandado os policiais apreenderam o carimbo que era utilizado nas falsificação e um conjunto de letras. — O investigado utilizava o nome dos médicos e também o CRM e poderia modificar com esse conjunto de letras para que montasse o carimbo determinado.

Em sede de interrogatório, o investigado acabou confessando a prática, dizendo que já fez mais de 40 atestados médicos falsos, então ele será indiciado pelo crime de falsificação de documento público com penas que variam de 2 a 6 anos — contou Amaral. Segundo o órgão, o homem foi indiciado e as investigações continuam para identificar os documentos falsificados, além de verificar se outras pessoas se beneficiaram ou participaram da prática criminosa.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) esclarece que o atestado médico é um documento oficial e sua emissão é de responsabilidade do médico assistente, após avaliação clínica. Segundo o órgão, a emissão de atestados fora dos parâmetros éticos e normativos vigentes pode configurar infração ética.

“Por outro lado, a utilização, apresentação ou emissão de atestado médico falso constitui crime previsto no Código Penal Brasileiro, sujeito às penalidades cabíveis, incluindo reclusão e multa, devendo ser comunicado às autoridades competentes para apuração. É importante ressaltar que a identificação do médico no documento falsificado não significa, necessariamente, que o profissional esteja envolvido na fraude.

Nome e número de inscrição profissional podem ser utilizados indevidamente por terceiros, sem conhecimento ou autorização do médico, fazendo com que o próprio profissional também seja vítima da falsificação”, explicou o CRM-PR em nota. A PCPR orienta empresas e órgãos públicos que, em caso de dúvida sobre a autenticidade de um atestado médico, confirmem as informações diretamente com a unidade de saúde emissora.

*Estagiária sob supervisão de Alfredo mergulhão

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →