Corporação afirma que restrições impostas ao senador, por si só, não o tornam foragido e mantém apuração sobre seu paradeiro A Polícia Federal (PF) afirmou nesta quarta-feira, 28, que as restrições impostas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracterizam o senador como foragido nem autorizam sua prisão, vigilância permanente ou a adoção de outras medidas cautelares.
A corporação divulgou o esclarecimento ao detalhar as providências adotadas após a decisão que proibiu Flávio de deixar o país. “A Polícia Federal informa que, no dia 25/10, representou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela adoção de medidas cautelares, incluindo a apreensão de passaportes, a proibição de saída do país e a restrição de contato com outros investigados, após identificar risco de saída do Brasil pelo senador Flávio Bolsonaro, investigado no âmbito da PET nº 16877/DF”, inicia a nota.
“Após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados, foi inserido alerta migratório no sistema SONAR e o senador foi intimado na manhã de segunda-feira (26/10) a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, o que não ocorreu”.
De acordo com a PF, “não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros“. A nota prossegue: “A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.
A Polícia Federal investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais pelo investigado, atuando nos limites da legislação e no cumprimento das determinações judiciais”. Flávio desembarcou nesta quarta-feira em Miami, nos EUA.
Derrotado no segundo turno da eleição presidencial de 2026, o ex-candidato do PL havia embarcado com a família em Guayaquil, no Equador, durante a madrugada, com destino à cidade da Flórida. Flávio e a família deixaram o Brasil na madrugada de terça, 27, pela fronteira terrestre com a Argentina.
Intimado pela Polícia Federal (PF) na segunda, 26, Flávio deveria ter entregue seus passaportes na manhã de terça às autoridades. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou então que a PF cancelasse os passaportes comum e diplomático do parlamentar.
O Departamento de Migração da Argentina informou que Flávio, acompanhado de sua mulher Fernanda e de suas duas filhas, deixou o país no fim da noite, rumo a Guayaquil, no Equador, onde a aeronave fez escala. Todos os passageiros, segundo o governo argentino, não tinham “nenhum impedimento legal para o ingresso no país”.
“A Direção Nacional de Migrações informa que às 22:50 hs do dia 27/10, ingressaram pelo passo fronteiriço da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, os cidadãos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro, que o fizeram com documentação hábil de viagem sem nenhum impedimento legal para o ingresso no país, as demais os trânsitos foram registrados pela autoridade de aplicação sem incidentes.
Por sua vez, às 23:30 hs, a comitiva ingressante embarcou em um voo privado despachado pela companhia Baires Fly S.A. com destino à cidade de Guayaquil, Equador, conforme informado no plano de voo”, disse o comunicado.
Registros migratórios do governo da Argentina mostram que Flávio usou um passaporte italiano para entrar no país vizinho.
O Antogonista