MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico e lavagem de dinheiro

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Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Empresário é suspeito de participar de esquema de desvio de produtos químicos para o narcotráfico produzir toneladas de drogas O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do influenciador Renato Cariani pelos crimes de associação ao tráfico, lavagem de dinheiro e tráfico de matéria-prima para fabricação de drogas.

Caso seja condenado, Carina pode pegar de 16 a 51 anos de prisão em regime fechado. O influenciador é suspeito de participar de um esquema de desvio de produtos químicos para o narcotráfico utilizar na produção de drogas.

O MP também pede a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes. Em dezembro de 2023, Cariani foi alvo da Operação Hinsberg, que desmantelou um esquema que desviava produtos químicos para produção de drogas.

A PF apontou que uma empresa que tinha Cariani como um dos sócios fraudava a venda de insumos a empresas farmacêuticas. Segundo os investigadores, o material era desviado para o refino de cocaína.

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) afirma que Cariani simulou a venda de produtos para empresas que não tinham pedido os produtos e ele mesmo simulou pedidos fictícios para justificar os desvios. “Renato autorizou a separação e a retirada fora do expediente, em 26/02/2018, de produtos faturados à empresa ASTRAZENECA (100 litros de éter etílico e 50 kg de cloridrato de lidocaína).

[…] Ele forneceu à Polícia Federal comprovantes de retirada com placas, documentos e habilitações falsos, que ele próprio declarou estarem ‘arquivados’. E, tal qual explícito de seu aparelho celular, agiu para subverter a fiscalização, aproximando-se de policial civil responsável pela fiscalização e induzindo o arquivamento de expediente investigativo antecedente“, diz trecho da denúncia.

De acordo com a denúncia, o empresário mantinha uma relação muito próxima com o policial civil Anadré Dziuba, vinculado à área de controle e fiscalização de produtos químicos usados para refino de drogas. “As conversas revelam que Renato tinha absoluta ciência do emprego dos insumos químicos no preparo de droga.

Em 11/04/2019, consultado pelo policial civil sobre o controle de determinada substância, respondeu que ela era “utilizada para aumentar o rendimento da cocaína”, diz o Gaeco. Em nota, a defesa de Cariani afirma que recebeu “com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público”.

“Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa. O processo se encontra agora em fase de alegações finais defensivas.

Nela, a defesa irá responder a cada uma das teses apresentadas pelo Ministério Público e demonstrar, com base na prova produzida ao longo da instrução, que elas são improcedentes”, diz o comunicado assinado pelo advogado Aldo Romani Netto. “Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova.

Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani”, finalizou.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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