A Coreia do Sul propôs, nesta sexta-feira, ao Norte a realização de conversas militares para "confirmar, de maneira mútua, a localização exata" de sua fronteira e discutir o restabelecimento das linhas de comunicação, após uma explosão na Zona Desmilitarizada (DMZ) ter tensionado as relações entre os dois países.
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O governo sul-coreano "propõe formalmente a realização de conversas militares com a Coreia do Norte para confirmar, de maneira mútua, a localização exata da Linha de Demarcação Militar (MDL) terrestre e discutir formas de restabelecer a comunicação e prevenir confrontos acidentais nas zonas de fronteira", afirmou aos jornalistas o vice-ministro da Defesa, Kim Hong-cheol.
"Também seriam possíveis conversas tripartites, com a participação do Comando das Nações Unidas", acrescentou a pasta. Kim detalhou que as "datas e os locais específicos poderiam ser discutidos por meio de Panmunjom", uma vila histórica na DMZ onde as Coreias costumam negociar.
Seul e Pyongyang permanecem tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito coreano terminou em 1953 com um cessar-fogo, e não com um tratado de paz. A linha de demarcação bilateral, que frequentemente atravessa áreas remotas de montanhas e vegetação densa, não está delimitada com precisão, o que dá margem a divergências de interpretação entre as duas partes.
O vice-ministro acrescentou que "esperam uma resposta positiva da Coreia do Norte" à proposta. Pyongyang rejeitou as acusações de que estaria por trás de uma explosão que feriu três soldados sul-coreanos no mês passado dentro da DMZ — uma zona de amortecimento fortemente minada que divide os dois países desde o armistício.
O Globo