A Volkswagen estaria avaliando implementar um rigoroso congelamento de salários para cerca de 660 mil colaboradores em todo o mundo até o ano de 2030. De acordo com informações veiculadas pelo site norte-americano Autoblog e repercutidas pelo sindicato alemão IG Metall, a medida interna baseia-se em orientações de recursos humanos do início de outubro.
Caso seja confirmada, a suspensão de reajustes e correções inflacionárias poderá comprimir o poder de compra da mão de obra em pelo menos 10% nos próximos quatro anos, embora a montadora ainda não tenha emitido um comunicado oficial ratificando o plano, segundo o Jornal do Carro do Estadão.
A eventual paralisação nos vencimentos surge como uma alternativa drástica da diretoria para conter despesas operacionais e reestruturar as finanças globais da empresa perante a concorrência asiática e os elevados custos de produção na Europa. Anteriormente, a cúpula executiva liderada por Oliver Blume havia considerado uma proposta mais severa de eliminação de 100 mil vagas de emprego.
Diante da forte oposição dos representantes laborais, a montadora negociou uma redução menor, cortando 28 mil postos nas marcas principais para economizar mais de 1 bilhão de euros. O plano de contenção de despesas aprofunda o clima de tensão com o IG Metall, que classificou as metas operacionais da diretoria como irrealistas e reivindica um reajuste de 5% para a categoria.
A montadora enfrenta um cenário complexo marcado pela transição para veículos elétricos e pela pressão comercial exercida por marcas concorrentes. Mesmo diante das especulações sobre a suspensão dos aumentos salariais para evitar novas demissões em massa, o sindicato e especialistas reforçam que as diretrizes ainda carecem de confirmação oficial pela cúpula da fabricante.
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