Uma partida da semifinal da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro Sub-20 terminou com 51 cartões vermelhos e estabeleceu um novo recorde mundial de expulsões em um único jogo. A confusão generalizada ocorreu no último domingo (1º), no confronto entre Uberlândia e Mamoré, no Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Segundo a súmula da arbitragem, foram expulsos 43 jogadores e oito integrantes das comissões técnicas das duas equipes. 'Difícil assimilar': Goleiro fala pela primeira vez após morte de atacante em dividida na Espanha
Ídolo do Palmeiras: Ministério Público pede 22 anos de prisão para Valdivia por crimes sexuais O tumulto começou nos acréscimos do segundo tempo, depois que o Mamoré marcou o terceiro gol e abriu 3 a 1 no placar.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram jogadores e membros das comissões técnicas trocando xingamentos, empurrões e agressões físicas perto do banco de reservas do Uberlândia. Durante a briga, cadeiras e macas também foram arremessadas.
A marca supera o recorde anterior reconhecido pelo Guinness World Records, de 36 cartões vermelhos, segundo o site DailySports. O episódio ocorreu em 27 de fevereiro de 2011, em uma partida entre Claypole e Victoriano Arenas, pela quinta divisão do futebol argentino.
Partida entre Uberlândia e Mamoré pela semifinal da segunda divisão do Campeonato Mineiro Sub-20 Reprodução / YouTube / Bola e Batom
Como começou a briga? Na súmula, o árbitro Fernando Patrick Drosghic Modesto relatou que a confusão teve início aos 54 minutos do segundo tempo.
De acordo com o site mineiro O Tempo, durante a comemoração do terceiro gol do Mamoré, o jogador Davi Fernandes Bittencourt provocou integrantes do banco de reservas do Uberlândia. A reação veio em seguida.
De acordo com a arbitragem, o preparador de goleiros do Uberlândia, Paulo Sérgio Dias dos Santos, invadiu o gramado, correu em direção ao atleta do Mamoré e o empurrou. A situação se agravou e envolveu jogadores, membros das comissões técnicas e outros participantes da partida.
O relatório também aponta que seis gandulas participaram das agressões, com socos, chutes e arremesso de objetos contra atletas e integrantes da comissão técnica do Mamoré. Diante da dimensão do tumulto, o árbitro afirmou que não conseguiu apresentar os cartões vermelhos em campo nem realizar o protocolo de encerramento da partida.
As expulsões foram registradas posteriormente na súmula, inclusive as de jogadores que estavam no banco de reservas. Partida já havia sido interrompida por 40 minutos
A confusão no fim do jogo não foi o único episódio de tensão. Ainda no início do segundo tempo, após a expulsão de Luike Bispo dos Santos, do Uberlândia, dirigentes do clube invadiram o gramado para contestar a decisão da arbitragem.
Segundo a súmula, integrantes da diretoria pressionaram o árbitro e exigiram a reversão do cartão vermelho. O jogo ficou paralisado por cerca de 40 minutos, até que os dirigentes fossem retirados do campo e a segurança garantisse condições para a retomada da partida.
A arbitragem também relatou ameaças verbais e informou que foi registrado um boletim de ocorrência por declarações atribuídas ao dirigente Willer Francisco Silva. Como fica a disputa por uma vaga na final?
Dentro de campo, o Mamoré venceu por 3 a 1 e abriu vantagem na semifinal. As equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo (8), em Patos de Minas.
O time visitante poderá perder por um gol de diferença para avançar à decisão. O Uberlândia precisa vencer por três gols de vantagem para se classificar diretamente.
Se ganhar por dois gols, a vaga será decidida nos pênaltis. As expulsões também podem ter consequências para a partida de volta.
Pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), jogadores que recebem cartão vermelho devem cumprir suspensão automática no jogo seguinte, mesmo antes de eventual julgamento. Como parte das expulsões foi registrada diretamente na súmula, sem a apresentação dos cartões em campo, a situação dos atletas ainda depende de esclarecimento pela Federação Mineira de Futebol (FMF).
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O Globo