Com dívida pública de R$ 11 trilhões, Lula compara Brasil a outros países e diz que ‘nem é tudo que aparece’

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Presidente rebateu pressões sobre a dívida pública e afirmou que é preciso analisar como ele recebeu o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de questionar os resultados econômicos Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O presidente Lula (PT) defendeu nesta sexta-feira (6) que o Brasil tem “seriedade fiscal” para o controle das contas públicas, criticou pressões do mercado financeiro e afirmou que “o pobre não pagará a conta” de um eventual ajuste fiscal. As declarações ocorreram durante reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), no MME (Ministério de Minas e Energia).

Após a sua reeleição, surgiram dúvidas no mercado sobre a condução das finanças nos próximos anos, principalmente devido aos programas sociais prometidos na campanha, que se somam aos já existentes. As informações são do Estadão.

“Ninguém neste país pode falar mais de responsabilidade fiscal do que minha equipe econômica. Esses meninos que ganham pouco, que se matam de trabalhar e são xingados, brigando com outros ministros porque nós temos que tirar dois tostões de um para colocar no outro.

Ficam o ano inteiro brigando para manter a política fiscal com responsabilidade”, declarou Lula. O setor levanta ainda dúvidas sobre os nomes cotados pelo presidente para comandar o Ministério da Fazenda na próxima administração, diante do cenário fiscal desafiador previsto para os próximos anos.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, estão entre os nomes cotados. Também aparecem entre as possibilidades Camilo Santana (PT-CE), Renan Filho (MDB-AL) e Rafael Fonteles (PT).

Durante a reunião, Lula destacou a entrega dos resultados econômicos do Brasil, com previsão de superávit no orçamento do próximo ano. Ele relembrou resultados positivos de seus mandatos anteriores e rejeitou a ideia de realizar cortes em programas que beneficiam as classes mais baixas.

Em relação ao superávit nas contas públicas deste ano, de 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto), Lula alegou que o resultado não foi o que o mercado quer, mas sim o que o governo federal conseguiu fazer. “Nós estamos entregando o orçamento agora com superávit.

‘Ah, não é o que o sistema financeiro quer’, porque ele quer é tudo. Não, é o que a gente pode fazer.

A única coisa que ele tem que saber é que o pobre não pagará a conta. A única coisa que ele tem que ver é que nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício.

E eu tenho comigo a minha história”, afirmou. O presidente declarou também que é preciso analisar as condições em que recebeu o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de criticar os resultados econômicos atuais, comparando a dívida pública do Brasil com outros países e afirmando que eles possuem metade da dívida brasileira.

“Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que nós temos? […] Ora, alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Alguém pode falar? Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas precisam dizer como é que nós pegamos esse governo. Se as pessoas não disserem como é que nós encontramos esse governo, não tem comparativo”, declarou.

“Qual é a dívida interna dos EUA, da França, do Japão ou da Itália? Perto da nossa, é o dobro em relação ao PIB. Se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece”, disse Lula.

O setor público consolidado, formado pela União, estados, municípios e estatais, registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, enquanto a dívida bruta permaneceu em 82,9% do PIB, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. No entanto, o petista afirmou que os números brasileiros não correspondem à realidade e pediu para que Dario Durigan pudesse fazer uma apresentação futura à imprensa.

Na declaração, Lula também voltou a acrescentar que aprendeu a ter responsabilidade fiscal com a mãe, Dona Lindu, que o ensinava que “ninguém pode gastar mais do que tem”. Larissa Ferreira é jornalista em formação e integra o Núcleo Nacional do portal ND Mais, atuando na cobertura diária de política, segurança pública, educação e os principais acontecimentos do Brasil e do mundo.

Trabalha com comunicação desde 2025 e cursa Jornalismo na Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina). Com interesse especial por futebol, é autora do blog Legado Rodrigueano e já produziu reportagens e documentários universitários sobre Copa do Mundo, apostas esportivas e arbitragem brasileira.

Também integrou a equipe de redação do 10º SLIJ (Seminário de Literatura Infantil e Juvenil). Leia mais ▾

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