Cobra mais peçonhenta do Sul do Brasil e rara é resgatada em SC e biólogo revela tamanho impressionante: ‘Até 2 metros e 70 ratos por ano’

Cobra mais peçonhenta do Sul do Brasil e rara é resgatada em SC e biólogo revela tamanho impressionante: ‘Até 2 metros e 70 ratos por ano’ - Foto
Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Morador acionou o resgate após encontrar o animal perto de casa em Jaraguá do Sul, no Norte de SC; biólogo explica a importância da espécie para o equilíbrio ambiental Uma jararacuçu (Bothrops jararacussu), de aproximadamente 2 metros de comprimento foi resgatada nas proximidades de uma residência em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina.

Considerada a maior serpente peçonhenta do Sul do Brasil, a espécie foi encontrada em área urbana por um morador, o que surpreendeu o biólogo Christian Raboch Lempek, da Fujama (Fundação Municipal do Meio Ambiente), responsável pelo resgate. Biólogo explica o comportamento e mostra o tamanho da jararacuçu resgatada em Jaraguá do SulVídeo: @biologo.christian/Reprodução/ND Mais

Segundo o biólogo, há mais de cinco anos a equipe não resgatava uma jararacuçu tão grande. “Faz mais de 5 anos que a gente não resgata um exemplar desse tamanho.

Não sei quanto pesa, mas pesa uns 3, 4 quilos. Ela pode chegar até 2 metros de comprimento”, relata Christian.

O biólogo explica que a jararacuçu costuma ser encontrada em áreas mais afastadas dos centros urbanos. Embora seja peçonhenta e possa representar perigo em caso de acidente, a cobra desempenha um papel importante no equilíbrio ambiental, principalmente no controle da população de roedores.

“Ela se alimenta de rato praticamente a cada 5, 6 dias. Em um ano, são mais de 70 ratinhos”, explica.

Por ser uma serpente de grande porte e peçonhenta, a jararacuçu possui presas capazes de inocular veneno, o que exige cuidados durante qualquer procedimento de manejo. Durante o resgate, Christian também chamou a atenção para o comportamento do animal, que aparentava estar tranquilo.

“Ela sabe do potencial dela. Eu estou em uma distância relativamente segura, porque o bote dela é cerca de um terço do corpo”, explicou o biólogo.

“Esse animal, apesar de ser peçonhento, tem uma importância muito grande no equilíbrio do ecossistema”, destaca. Por isso, o biólogo reforça que, ao encontrar uma serpente desse tipo, a população não deve tentar capturá-la ou matá-la.

A recomendação é manter distância, evitar qualquer aproximação e acionar equipes especializadas para realizar o resgate com segurança. Maria Clara Kuboski é jornalista em formação e escreve para o portal ND Mais a partir da redação de Joinville, de onde acompanha os principais acontecimentos do Norte de Santa Catarina.

Apura notícias da região, com foco na cobertura diária e na prestação de serviço, incluindo destaques de segurança pública, cultura, trânsito e infraestrutura. É acadêmica de Jornalismo no Ielusc (Instituto Educacional Luterano de Santa Catarina) e atua na comunicação desde 2024.

Entre 2024 e 2026, trabalhou na comunicação da Secretaria de Saúde de Itapoá, experiência que fortaleceu sua atuação na produção de conteúdo informativo e de interesse público. Leia mais ▾

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