Christa Pike pede para deixar a solitária, depois de voltar para a prisão; detenta se recupera após execução falhar

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Christa Pike, de 50 anos, pediu a um juiz federal do Tennessee que determine o fim de seu isolamento solitário na prisão, para onde voltou em 9 de outubro, após sobreviver a uma tentativa malsucedida de execução. A detenta afirma que as autoridades penitenciárias estão descumprindo um acordo judicial de 2024, que previa o encerramento de seu confinamento prolongado.

Nesta sexta, ela também enviou uma nota pública pela primeira vez, depois da tentativa de execução. Contexto: Condenada à morte que sobreviveu a execução nos EUA volta a falar em frases completas

Veja também: EUA anunciam escritório antinarcóticos no Paraguai para coordenar operações no Cone Sul De acordo com documentos judiciais obtidos pelo site TMZ, os advogados de Pike apresentaram um pedido de emergência nesta sexta-feira (30).

Segundo a defesa, ela permanece sozinha na enfermaria da unidade prisional desde que recebeu alta do hospital, e as autoridades não informaram quando poderá voltar a ter contato com outras detentas. O acordo firmado em 2024 permitia que Pike trabalhasse, fizesse refeições, praticasse exercícios e socializasse com outras mulheres sob custódia.

Esses direitos, no entanto, teriam sido suspensos após seu retorno à prisão. A detenta afirma que o isolamento está provocando graves consequências psicológicas.

Antes do acordo, ela havia passado 28 anos em confinamento solitário. Em uma declaração juramentada apresentada à Justiça, Pike relatou que cada novo dia nessas condições agrava seu sofrimento.

Câmara de execução no Texas, onde condenados à pena de morte também são mortos por injeção letal AFP

Ela também denunciou problemas nas condições de higiene da unidade. Segundo os documentos, foi obrigada a limpar sozinha um chuveiro infestado de baratas, apesar de apresentar queimaduras graves, danos nos nervos e ferimentos dolorosos decorrentes da tentativa de execução.

Os advogados Angie Bergman, Brian Roark e Hannah Webber afirmam que as autoridades estaduais ignoraram alertas anteriores sobre o descumprimento do acordo e, por isso, solicitaram a intervenção urgente da Justiça. A defesa pede que Pike seja transferida para uma ala onde outras mulheres recebem atendimento médico.

A proposta permitiria que ela continuasse em recuperação sem permanecer completamente isolada das demais detentas. Os advogados também solicitaram que o Estado apresente uma resposta até 4 de novembro.

Christa Pike Divulgação

Execução malsucedida Pike sobreviveu a uma tentativa de execução em 30 de setembro, no Tennessee, mesmo após receber duas doses de substâncias letais.

Depois do procedimento, precisou de ventilação mecânica e permaneceu por mais de uma semana em uma unidade de terapia intensiva (UTI). A americana está no corredor da morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, cometido em 1995, quando Pike tinha 18 anos.

O caso voltou a chamar atenção após a falha na execução, que levou à abertura de investigações sobre o procedimento e às discussões sobre o futuro de sua sentença. O governador do Tennessee, Bill Lee, indicou que espera que a pena de morte seja mantida, a menos que uma decisão judicial determine o contrário.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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