Como a Binance perdeu bilhões em um grande ataque cibernético

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Fonte da notícia: Noticias do Planalto Noticias do Planalto

A Binance, a maior plataforma de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque cibernético que resultou na perda de ativos avaliados em 6,3 bilhões de dólares (R$ 34,2 bilhões). Como esse roubo ocorreu e o que isso revela sobre a segurança das criptomoedas?

A confiabilidade da Binance A Binance lidera o mercado com 335 milhões de usuários, enquanto o total global de criptomoedas ultrapassa 741 milhões, segundo a Crypto.com.

Entretanto, a Binance tem sido envolvida em diversas controvérsias. Seu ex-diretor-geral, Changpeng Zhao, foi condenado nos Estados Unidos em 2024 por infração às leis contra lavagem de dinheiro, embora tenha sido posteriormente perdoado pelo presidente Donald Trump.

Na França, a plataforma é suspeita de não cumprir adequadamente as regras de monitoramento financeiro. Recentemente, também teve que limitar suas operações na União Europeia devido à falta de autorização conforme as regulamentações locais sobre mercados de criptoativos.

A segurança das criptomoedas e o blockchain As criptomoedas utilizam a blockchain, uma tecnologia de registro digital que torna a adulteração das transações muito difícil.

As operações são autorizadas por meio de “chaves privadas”, sequências secretas de caracteres. Mesmo com essas proteções, os recursos digitais não estão totalmente seguros contra ataques.

“Mesmo plataformas fortes podem ser invadidas”, disse à AFP o analista Stéphane Ifrah, da Coinhouse. Como os hackers invadiram a Binance?

Os invasores podem acessar as chaves privadas ou sistemas por meio de vulnerabilidades em softwares, malwares ou ataques direcionados, como phishing. Alguns usuários tentam maior segurança armazenando suas chaves em “carteiras físicas”, dispositivos offline.

Porém, esses dispositivos também podem ser comprometidos, como no caso da empresa francesa Ledger. Para a Binance, a invasão teria começado com um notebook comprometido de um engenheiro, com múltiplos pontos de acesso identificados, conforme anúncio na rede social X.

Quem são os responsáveis pelo ataque? Empresas de análise como TRM Labs, Chainalysis e Elliptic indicam que o coletivo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte e associada ao Grupo Lazarus, estaria por trás do ataque.

O valor roubado é cerca de quatro vezes maior que o furto da plataforma Bybit, ocorrido em fevereiro de 2025, de 1,5 bilhão de dólares (R$ 8,1 bilhões). Parte do valor roubado da Binance foi rastreada até ativos relacionados a um ataque recente à Bitget, atribuído a Pyongyang pelas autoridades.

Será que o dinheiro pode ser recuperado? A Binance afirma ter conseguido congelar quase metade dos ativos roubados, aproximadamente 3 bilhões de dólares (R$ 16,3 bilhões), porém congelar não significa recuperar os fundos.

De acordo com Stéphane Ifrah, os criminosos podem utilizar métodos sofisticados para dificultar o rastreamento e a recuperação desses recursos. A empresa garante que irá absorver as perdas decorrentes do ataque, mas deixa claro que a existência de um risco zero na segurança digital é impossível.

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