Caso Beatriz Vitória: desavença por ciúmes motivou assassinato de jovem em MG, aponta polícia

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) aponta uma desavença motivada por ciúmes entre Beatriz Vitória Aparecida Neves Moto, de 27 anos, e Carla Luza da Silva, de 23, como principal linha de investigação para o assassinato da jovem. O ex-namorado de Beatriz, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e Carla foram presos suspeitos de envolvimento no crime. Uma adolescente de 15 anos, que também participou da ação, colaborou com as investigações e indicou aos agentes a região onde o corpo da vítima estava enterrado. Polícia é chamada por suspeita de surto psicótico e encontra roqueiro 'soltando a voz' no banheiro no Paraná Quem é 'Angeliquinha', líder do Comando Vermelho presa na Bolívia e condenada a mais de 260 anos de prisão no MT Beatriz estava desaparecida desde 9 de outubro. O corpo foi encontrado com os pés e as mãos amarrados nesta quarta-feira (21), em uma cova rasa em uma área de mata em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A identificação foi feita pelo irmão, que reconheceu uma tatuagem na perna da jovem. — Estamos falando de um feminicídio motivado por um possível ciúme ou inconformidade entre a atual namorada e uma ex-namorada. A polícia ainda aguarda para saber se houve outros crimes, como tortura — afirmou Alexandre de Oliveira, delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Segundo a investigação, as duas mulheres tiveram um atrito no dia 4 deste mês em um bar na cidade. O delegado afirma que as desavenças já vinham ocorrendo em decorrência da relação com Samuel. — A investigação vai continuar, os celulares vão demonstrar para nós todo esse arcabouço do atrito entre elas. A gente acredita que tudo em decorrência, realmente, do autor homem, que ele oscilava, brigava com a companheira e procurava a vítima — explicou. Na noite do desaparecimento, Beatriz estava em um bar com amigos no bairro Bosque dos Coqueiros. Por volta das 19h, ela recebeu uma ligação de um número desconhecido e foi até uma estrada de terra. Pouco depois, voltou ao encontro dos amigos, mas decidiu retornar ao local onde havia um veículo. Segundo a delegada Anala Lelis, antes de sair novamente, Beatriz alertou os amigos de que, se não voltasse, eles deveriam ir atrás dela. — Beatriz faz uma advertência aos amigos de que, se não retornasse em cinco a dez minutos, era para voltar e correr atrás dela. Essa é a expressão utilizada: para ir atrás dela. E ela, de fato, infelizmente, não retorna — contou a delegada. Um Volkswagen Up branco foi registrado por câmeras de segurança nas proximidades do bar onde a vítima estava com os amigos naquela noite. De acordo com o delegado Alexandre Fonseca, depoimentos de amigos indicaram que a conversa por telefone que Beatriz teve antes de desaparecer foi com o ex-namorado. O delegado acrescentou que o carro e o número de celular usado para ligar para Beatriz no dia da morte da jovem eram do pai de Samuel. Isso permitiu que a investigação pudesse delimitar quem era o principal suspeito. O desaparecimento foi registrado pela mãe de Beatriz, depois que ela tentou, sem sucesso, entrar em contato com a filha por telefone e mensagens. O corpo foi encontrado na tarde de quarta-feira (21), em uma cova rasa próxima à Estrada Reserva Real. Em seguida, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte para exames de necropsia e identificação. O relacionamento entre Beatriz e Samuel havia terminado recentemente. Ele e a atual companheira foram levados à Divisão Especializada de Referência à Pessoa Desaparecida, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, e presos em flagrante pelos crimes de ocultação e destruição de cadáver, em conexão com o feminicídio. Menor estava no carro Uma adolescente de 15 anos estava no carro com Samuel e Carla. Segundo a Polícia Civil, os três foram ouvidos e apresentaram contradições nos depoimentos. De acordo com o delegado Alexandre Fonseca, a jovem era o “elo mais fraco” entre os envolvidos. A corporação entrou em contato com o pai dela e, depois disso, a adolescente passou a colaborar com as investigações. — Ela demonstrou muito medo dos demais autores, mas colaborou e indicou para nós a região onde o corpo estava desovado. Identificamos que estava amarrado pé e mão, o que pode indicar um contexto mais grave de outros crimes, mas será objeto de investigação — afirmou o delegado. A polícia investiga a hipótese de que a adolescente tenha sido usada inicialmente como álibi. Em depoimento, ela afirmou que permaneceu dentro do carro e que, ao ver os suspeitos retornarem sem Beatriz, percebeu que algo havia acontecido. O que dizem os outros suspeitos Carla Luza da Silva optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório, seguindo a orientação de seu advogado. Segundo o delegado Alexandre Fonseca, Samuel Castro Melo atribuiu à adolescente de 15 anos a responsabilidade pela dinâmica e pela execução do crime, e isentou a companheira de participação.

No entanto, as investigações conduzidas pela Delegacia de Jaboticatubas apontam que os três estavam na cena do crime. Investigação continua De acordo com a Polícia Civil, as investigações seguirão para apurar a possibilidade de que Beatriz tenha sido torturada, visto que foi encontrada com as mãos e pés amarrados. Foram apreendidos os celulares dos suspeitos. — A gente vai ter que aguardar os exames periciais a fim de verificar se houve outros crimes, como tortura ou qualquer outro tipo de coisa que culminaram com o ceifamento da vida dessa menina — afirmou o delegado. Jovem estaria grávida Familiares de Beatriz afirmam que descobriram, durante as buscas, que a jovem poderia estar grávida de três meses. Em entrevista ao R7, Max, irmão dela, levantou a possibilidade de que a gravidez estivesse relacionada ao crime. “Recebemos a informação de que minha irmã poderia estar grávida de três meses, sendo assim pode ser que ela esteja grávida dele. Pode ser que foi isso que motivou, ciúmes da namorada, alguma coisa assim”, afirmou. Segundo os familiares, Beatriz teria mantido um relacionamento com o suspeito por cerca de um mês. Os dois estariam separados havia aproximadamente três meses, período que, segundo a família, coincidiria com o tempo de gestação estimado. Ainda de acordo com os parentes, o homem teria namorado Carla inicialmente, se relacionado com Beatriz e, posteriormente, reatado com a atual companheira.

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